Heróis da Mitologia Grega ![]()
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Aquiles |
Asclépio |
Belerofonte |
Eneias |
Édipo |
Heitor |
Heracles |
Jasão |
Orfeu |
Perseu |
Teseu |
Ulisses |
A etimologia, a origem e a estrutura ontológica de Herói ainda não etão muito claras. Talvez se possa falar com certa desenvoltura acerca de "suas funções" e, assim mesmo, tomandos-se como ponto de partida sobretudo a Grécia, É claro que todas as culturas primitivas e modernas tiveram e têm seus heróis, mas foi particularmente na Hélade que a "estrutura", as funções e o prestígio religioso do herói ficaram bem definidos e, como acentua Mircea Eliade, "apenas na Grécia os heróis desfrutaram um prestígio religioso considerável, alimentaram a imaginação e a freflexão, suscitaram a criatividade literária e artística".
Etimologicamente, (héros) talvez se pudesse aproximar do Indo-europeu servã, da raiz ser-, de que provém o avéstico haurvaiti, "ele guarda" e o latim servuãre, "conservar, defender, guardar, velar sobre, ser útil", onde herói seria o "guardião, o defensor, o que nasceu para servir".
Via de regra os heróis têm um nascimento complicado, como Perseu, Teseu, Heracles e muitíssimos outros. Descendem de um deus com uma simples mortal: Minos, Sarpédon e Radamento, filhos de Zeus e Europa; Castor, Pólux, Clitemnestra e Helena do mesmo Zeus e Leda etc.
De qualquer forma, exatamente por se um herói, a criança já vem ao mundo com duas "virtudes" inerentes à sua condição e natureza: a (timé), a "honorabilidade pessoal" e a areté, a "excelencia", a superioridade em relação aos outros mortais, o que o presidpõe a gestas gloriosas, desde a mais tenra infância ou tão logo atinja a puberdade. Dado importante, para que o herói inicie seu itinerário de conquistas e vitórias, é a "educação que o mesmo recebe, o que significa que o futuro benfeitor da humanidade vai desprender-se das garras paternas e ausentar-se do lar, por um período mais ou menos longo, em busca de sua "formação iniciática". A partida, a educação e, posteriormente, o regresso representam, o percurso comum da aventura mitológica do herói, sintetizada na fórmula dos ritos de iniciação separação-iniciação-retorno, "que poderia receber o nome d eunidade nuclear do monomito", isto é, partes integrantes e inseparáveis de um mesmo e único mitologema.
Separando-se dos seus e, após longos rios iniciáticos, o herói inicia suas aventuras, a partir de proexas comuns num mundo de todos os dias, até chegar a uma região de pródígios sobrenaturais, onde se defronta com forças fabulosas e acaba por conseguir um triunfo decisivo. Ao regressar de suas misteriosas façanhas, ao completar sua avuntura circular, o herói acumulou energias suficientes para ajudar a outorgar dádivas inesquecíveis a seus irmãos.
Vários foram os mestres do heróis, como Lino, Eumolpo, Fênix, Forbas, Cônidas, mas o educador-modelo foi o pacífico Quirão, o mais justo dos Centauros, na expressão de Homero. Muitos herói passaram por suas mãos sábias, na célebre gruta em que residia no monte Pélion: Peleu, Aquiles, Asclépio, Jasão, Actéon, Nestor, Céfalo... Quirão era antes do mais um médico famoso, onde sua arte primeira era a Iátrica, mas seu saber enciclopédico, como aparece nos monumentos figurados e literários, fazia do educador de Aquiels um mestre na arte das disputas atléticas, agonística, e talvez praticasse e ensinasse ainda a arte divinatória, Mântica.
O herói é, em princípio, uma idealização e para o homem grego talvez estampasse o protótipo imaginário da (kalokagathía), a "suma probidade", o valor superlativo da vida helência. É explicito afirmar que os heróis eram física e "espiritualmente" superiores aos homens, sob esse enfoque o herói surge aos nossos olhos externos e sobretudo "internos", com oalto, forte, solerte, destemido, triunfador.
Se o herói tem um nascimento difícil e complicado; se toda a sua existência terrena é um desfile de viagens, de arrojo, de lutas, de sofrimentos, de desajustes, de incontinência e de descomedimento, o último ato de seu drama a morte, se contitui no ápice de seu (páthos), de sua prova final: a morte do herói ou é traumática e violenta ou o surpreende em absoluta solidão. A morte do herói transforma-o em (daímon), num intermediário entre os homens e os deuses, num escudo poderoso que protege a pólis contra invasões inimigas, pestes, epidemias e todos os flagelos. Partícipe d euma "imortalidade" de cunho espiritual, garante a perenidade de seu nome, tornando-se, destarte, um arquétipo, um modelo exemplar para quantos "se esforçam por superar a condições efêmera do mortal e sobreviver na memória dos homens".
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