Deuses Olímpicos ![]()
Hades - Άτδης ![]()
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| Etimologia: | Em grego Άτδης (Hàdes), Os antigos interpretavam este vocábulo com base na etimologia popular, sem nenhum cunho científico, e Hades erradamente era traduzido por "invisível, tenebroso", o que teria a vantagem, e há os que o fazem até hoje, de aproximá-lo do alemão Hölle e do inglês heill, "mundo subterrâneo, inferno". Modernamente se prefere aproximar (aianés), por (saiwanés), "terrível", latim saeuus, "cruel, terrível, violento", mas trata-se de simples hipótese. |

Após a vitória sobre os Titãs, o Universo foi dividido em três grandes impérios, cabendo a Zeus o Olimpo, a Pósídon o Mar e a Hades o imesno império localizado no "seio das trevas brumosas", nas entranhas da Terra, e, por isso mesmo, denominado "etimologicamente" Inferno.
Na luta contra os Titãs, os Ciclopes armaram Hades com um capacete que o tornava invisível, daí a falsa etimologia que lhe deram os Gregos, (a) não (idêin) ver. Esse capacete, por sinal, muito semelhante ao de Siegfried na mitologia germânica, foi usado por outras divindades como Atena e até por heróis, como Perseu. Por "significar" Invisível, o nome Hades (que também lhe designa o reino), é raramente proferido: Hades era tão temido, que não o nomeavam por medo de lhe escitar a cólera. Normalmente é invocado por meio de eufemismos, sendo o mais comum Plutão, o "rico", como referência não apenas a "seus hóspedes inumeráveis", mas também às riquezas inexauríveis das entranhas da terra, sendo estas mesmas a fonte profunda de toda produção vegetal. Isso explica o corno de abundância com que é muitas vezes representado. Violento e poderoso, receia tão-somente que Posídon, o "sacudidor de terra", faça o solo se abrir e "franqueia aos olhos de todos, mortais e imortais, sua morada horripilante, esse local odiado, cheio de bolor e de podridão", como lhe chama Homero na Ilíada, XX, 61-65.
Geralmente tranquilo em sua majestade de "Zeus subterrâneo", permanece confinado no sombrio Érebo, de onde saiu apenas duas vezes, uma delas para raptar Core ou Perséfone. Exceto essa temerosa aventura, Hades ocupa sua eveternidade em castigar ou repelir os intrusos que teimam em não lhe respeitar os domínios, como o audacioso Pirítoo, que acompanhado de Teseu, penetrou no Hades na louca esperança de raptar Perséfone. Pirítoo lá está, por astúcia de Plutão, sentado numa cadeira, por toda a eternidade, como se há de ver no mito de Teseu. Lutou ainda contra Heracles, que desceu aos Infernos, para capturar o cão Cérbero. Foi no decurso deste combate que o herói o feriu no ombro direito com uma flechada. Tão grande era a dor, que o Senhor dos mortos teve que o Senhor dos mortos teve que subir ao Olimpo e solicitar os bons serviços de Peéon, (epíteto de Apolo), o deus curandeiro, que lhe aplicou sobre o ferimento um bálsamo maravilhoso. É tão estreitamente ligado a Zeus ctônio, que Hesíodo prescreve ao camponês de invocá-lo associado a Demeter, antes de metr mãos à charrua. Derivado de Pluto, tão benéfico no Hino Homérico a Demeter, Plutão possuía, como se mostrou, um valor puramente eufemístico, permitindo, assim, que se encobrisse o verdadeiro caráter de Hades, o cruel, o implacável, o inflexível, que odiado de todos era muito pouco cultuado na Terra, possuindo, com certeza, apenas um templo em Elêusis e outro menor em Élis, que era aberto somente uma vez por ano e por um único sacerdote.
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Ref. Bibliográfica: |
BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol I. Petrópolis, Vozes, 2004; |

