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Mitologia Grega - 1ª Geração Divina

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1ª Geração Divina

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Tanatos - Θάνατος

Pais:

Nix

Filhos:

 

Etimologia: Em grego Θάνατος (Thánatos), tem como raiz o indo-europeu *dwen, "dissipar-se, extinguir-se". O sentido de "morrer", ao que parece, é uma inovação do grego. O morrer no caso, significa ocultar-se, ser como sombra, uma vez que na Grécia o morto tornava-se eidolon, um como que retrato em sombras, um "corpo insubstancial".

Tanatos, deus da morte - Escultura em mármore - Elna Borch 1869-1950

Tânatos, que tinha coração de ferro e entranhas de bronze, é o gênio masculino alado que personifica a Morte, mas não é agente da mesma. Na tragédia Grega, surgiu com personagem pela primeira vez na obra de Frínico (Séc. VI a.e.c.), mas, na realidade só se afirmou a partir da tragédia de Eurípedes. Alceste, Tânatos não tem um mito propriamente seu. O combate que ele trava com Héracles na Alceste e sua desventura com o embusteiro Sísifo, apesar de serem extrapolações de cunho popular, muito contribuíram para fazer de deus da morte uma personagem dramática.

Do ponto de vista simbólico, Tânatos é o aspecto perecível e destruidor da vida. Como índice do que desaparece na evolução fatal das coisas, a Morte prende-se à simbólica da Terra. Divindade que introduz as almas nos mundos desconhecidos das trevas dos Infernos ou nas luzes do Paraíso, patenteia sua ambivalência, como a Revelação e Introdução, toda e qualquer iniciação passa por uma neste sentido, Tânatos contém um valor psicológico: extirpa as forças negativas e regressivas, ao mesmo tempo em que libera e desperta as energias espirituais. Filho da Noite e irmão de Hipno, o Sono, possui como sua mãe e irmã o poder de regenerar. Quando se abate sobre um ser, se este orientou sua vida apenas num sentido material, animalesco, a Morte o lançará nas trevas; se, pelo contrário, deixou-se guiar pela bússula do espírito, ela mesma lhe abrirá as cortinas que conduzem aos campos da luz. Não há dúvida de que em todos os níveis da vida humana coexistem a morte e a vida, ou seja, uma tensão entre forças contrárias, mas Tânatos pode ser a condição de ultrapassagem de um nível para um outro nível superior. Libertadora dos sofrimentos e preocupações, a Morte não é um fim em si; ela pode abrir as portas para o reino do espírito, para a vida verdadeira: mors ianua uitae, a morte é a porta da vida.

Em sentido esotérico, Tânatos simboliza a transformação profunda que experimenta o homem pelo efeito da iniciação: "o profano deve morrer, a fim de renascer para uma vida superior que lhe confere a iniciação. Se não se morre para o estado de imperfeição, não há como progredir na iniciação".

Na iconografia antiga, Tânatos é representado por um túmulo, uma personagem armada com uma foice, um gênio alado, dois jovens, um preto, outro branco, um esquelto, um cavaleiro, uma dança macabra, uma serpente, um animal psicopompo, como o cavalo, o cão...

O simbolismo geral da Morte aparece ainda no décimo terceiro arcano maior do Tarô, arcano não tem nome, como se o treze já lhe conferisse identidade definitiva ou se se temesse nomeá-lo. Na antiguidade, realmente, o número treze possuía uma conotação maléfica, perigosa, simbolizando "o curso cíclico da atividade humana... a passagem a um outro estado, quer dizer, a morte".

Para o lúcido Mircea Eliade, a Morte é, muitas vezes, o resultado trágico de nossa indiferença diante da imortalidade. Há de chegar, porém, o dia em que, com nosso corpo mortal, revestido da imortalidade, poderemos olhar a morte de frente e perguntar-lhe triunfanets: ubi est, mors, uictoria tuae? "Onde está, ó morte, a tua vitoria?".

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Ref. Bibliográfica:

BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol I. Petrópolis, Vozes, 2004;

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