1ª Geração Divina ![]()
Oceano - Ωχεανός ![]()
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Filhos com Tétis: Nilo - Alfeu - Erídano - Estrímon - Istro - Fásis - Aquelôo - Símoïs - Escamandro - Oceanidas: Electra - Dóris - Clímene - Calírroe - Dione - Plutó - Europa - Métis - Calipso - Estige |
| Etimologia: | Em grego Ωχεανός (Okeanós), sem etimologia ainda bem definida. É possível que se trate de palavra oriental com o sentido de "circular, envolver". |

Parece que Oceano era concebido, a princípio, com um rio-serpente, que cercava e envolvia a terra. Pelo menos esta é a idéia que do mesmo faziam os sumérios, segundo os quais a Terra estava sentada sobre o oceano, o rio-serpente. No mito grego, Oceano é a personificação da água que reodeia o mundo: é representado como um rio, o Rio-oceano, que corre em torno da esfera achatada da terra, como diz Ésquilo em Prometeu Acorrentado, 138sq: Oceano, cujo curso, sem jamais dormir, gira ao redor da Terra imensa.
Quando mais tarde, os conhecimentos geográficos se tornaram mais precisos, Oceano passou a designar o Oceano Atlântico, o limite ocidental do mundo antigo. Representa o poder masculino, assim como Tétis, sua irmã e esposa, simboliza o poder e a fecundidade feminina do mar. Como deus Oceano é o pai de todos os rios, que segundo a Teogonia, são mais de três mil, bem como das quarenta e uma oceânidas, que personificam os riachos, as fontes as nascentes. Unidaas a deuses e, por vezes, a simples mortais, são responsáveis por numerosa descendência.
O Oceano, em razão mesmo de sua vastidão, a aparentemente sem limites, é a imagem da indistinção e da indeterminação primordial.
De outro lado, o simbolismo do oceano se une ao da águia, considerada como origem da vida. Na mitologia egípcia, o nascimento da Terra e da vida era concebido como uma emergência do Oceano, à imagem e semelhança dos montículos lodosos que cobrem o Nilo, quando de sua baixa. Assim, a criação, inclusive a dos deuses, emergiu das águas primordiais. O deus primevo era chamado a Terra que emerge. Afinal, as águas, na expressão de Mircea Eliade, "simbolizam a soma de todas as virtualizdades: são a fonte, a origem e o reservatório de todas as possibilidades de existência. Precedem a todas as formas e suportam toda a criação".
Oceano e suas filhas, as Oceânidas, surgem na literatura grega como personagem da gigantesca tratédia de Équilo, Prometeu acorrentado. Oceano apesar de personagem secundária na peça, um mero tritagonista, é finalmente disposto a ceder diante do poderia e da arrogância de Zeus. Com o caráter fraco de seu pai contrastam as Oceânidas, que formam o coro da peça: preferem ser sepultadas com Prometeu a sujeitar-se à prepotência do pai dos deuses e dos homens.
Mesmo quando os Titãs, após a mutilzação de Urano, se apossaram do mundo, Oceano resolveu não participar das lutas que se seguiram, permanecendo sempre à parte como observador atento dos fatos.
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Ref. Bibliográfica: |
BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol I. Petrópolis, Vozes, 2004; |
| ELIADE, Mircea. Images et Symboles. Paris, Gallimard, 1952 p. 199. |
