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Mitologia Grega - 1ª Geração Divina

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1ª Geração Divina

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Ninfas - Νύμφη

Pais:

Hepérion e Teia

Filhos:

 

Etimologia: Em grego Νύμφη (Nýmphe), significa "a que está coberta com um véu", "noiva", donde paraninfo, "o que está ao lado de, o que conduz os nubentes". Em Latim, com a mesma raiz, ter-se-ia o verbo nubere, "casar", em se tratando da mulher, e sua vasta família: núbil, nubente, núpcias... A origem primeira é o indo-europeu *sneubb, "cobrir-se", mas trata-se de mera hipótese.

Banho das ninfas - Pintura em tela - Palma Vecchio 1480-1528

Como o Nome genérico de Ninfas são chamdas as divindades (já que são cultuadas) femininas secundárias da mitologia, ou seja, divindades que não habitavam o olimpo. Essencialmente ligadas à terra e à agua. simbolizam a própria força geradora daquela. Levando-se em consideração a teoria de Bachofen, as Ninfas seriam Mãe e a mulher a figura religiosa central. Nesse caso, essas divindades secundárias poderiam ser consideradas menores que representam Geia, a grande Terra-Mãe em sua união com a água, elemento úmido e fecundante. Tudo leva a crer que sim, pois, da união desses dois elemntos, Terra e água, surge a força geradora que preside à reprodução e à fecundidade da natureza tanto animal quanto vegetal.

Assim concebidas, as Ninfas são a própria Geia em suas múltiplas facetas, enquanto origem de todos os seres e coisas, enquanto grede deusa, cujas Nereidas - Gravura - Desconhecidoenergias nunca se esgotam. Por tudo isso só podiam ser divindades femininas de eterna juventude. E se é verdade que as Ninfas não são imortais, vivem contudo tanto quanto uma palmeira, ou seja, cerca de dez mil anos e jamais envelhecem. Decodificando, teremos a própria natureza, que não é imortal, uma vez que perece e renasce, num eterno ressurgir, portanto uma força canalizada para uma perpétua renovação. A eterna juventude das Ninfas traduz, assim, a perenidade de Geia, a Terra-mãe. Enquanto hipóstases desta, as Ninfas eram divindades venfazejas e tudo propiciavam aos homens e à natureza em si. Tinham o dom de profetizar, de curar e de nutrir. Como representantes da Terra-Mãe, não se limitavam apenas aos mares e rios, mas abrangiam a terra como um todo, com seus vales, montanhas e grutas.

Todas, descendem de Geia. Da união de Oceano e Tétis nasceram as Oceânidas, ninfas dos mares; Nereu (o velho do mar) uniu-se a Doris e nasceram as Nereias, também ninfas marítimas; os Rios, unidos a elementos vários, geraram outras ninfas, como as Potâmidas, ninfas dos rios; Náiades, ninfas dos ribeiros e riachos; Crenéias e Pegéias, ninfas das fontes e nascentes; e as Limneidas, ninfas dos lagos e lagoas.

Estas eram as Ninfas que habitavam o elemento aquático e faziam parte frequentemente do cortejo de Hera e Artemis.

Ninfa - Gravura - DesconhecidoAs ninfas da terra propriamente dita são as Napéias, que habitavam vales e selvas; as Oréadas, ninfas das montanhas e colinas; as Dríadas e Hamadríadas, ninfas das árvores em geral e especificamente do carvalho (árvore consagrada a Zeus). Há uma distinção entre Dríadas "carvalho" e Hamadríadas, "ao mesmo tempo". Quer dizer, as Dríadas são Ninfas, cuja vida depende da vida do carvalho e as Hamadríadas são as que "fazem corpo com o carvalho", isto é, estão incorporadas a esta árvore, já nascem com ela.

Em síntese temos os seguintes tipos de Ninfas:

Oceânidas (Ninfas do alto-mar) - Nereidas (ninfas dos mares internos) - Potâmidas (ninfas dos rios) - Náiades (ninfas dos ribeiros e riachos) - Crenéias (Ninfas das Fontes) - Pegéias (ninfas das nascentes) - Limneidas (ninfas dos lagos e lagoas) - Napéias (ninfas dos vales e selvas) - Oréadas (ninfas das montanhas e colinas) - Dríadas (ninfas das árvores e particularmente dos carvalhos) - Hamadríadas (ninfas dos carvalhos) - Melíades (ninfas dos freixos).

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Ref. Bibliográfica:

BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol I. Petrópolis, Vozes, 2004;

 

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