1ª Geração Divina ![]()

Nereu | Anfitrite | Psâmate | Tétis
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Pontos | |
Filhos: |
Filhas com Dóris: As Nereidas | |
| Etimologia: | em grego Νηρεύς (Nereús). etimologicamente talvez signifique "o que vive nas águas do mar", desde que se admita uma aproximação com o lituano nérti, "mergulhar". |
"Velho do mar" por excelência, mais "idoso" que Posídon, pois antecedeu à geração dos Olímpicos, o antigo deus marinho está entre as forças elementares do mundo. Como a maioria das divindades do mar, tem o poder de metarmorfosear-se em animais e nos mais estranhos seres. Essa capacidade de transformação ajudou-o durente algum tempo, quando Herácels quis forçá-lo a dizer-lhe como chegar ao País das Hespérides. Trata-se de uma divindade pacífica e benjazeja. É representado com longas barbas brancas, cavalgando um tritão e armado de tridente.
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Nereu | |
Filhos: |
Filhas com Posídon: Tritão | |
| Etimologia: | Em grego Άμφιτρίτη (Amphitríte). Consoante Hesíquio, o que é um arranjo popular, a palavra é formada de Άμφι (Amphí) "em torno de, em volta de" e um elemento τριτώ (tritó), "corrente", de onde Anfitrite significaria a que circula a Terra. |
E, de fato, Anfitrite é a Rainha e a personificação feminina do Mar, aquela que, sendo ela própria a água, rodeia o mundo. Quando, na ilha de Naxos, conduzia o coro das Nereidas, suas irmãs, foi vista e raptada por Posídon.
O rei dos mares a amava, há muito tempo, mas a Nereida, por excessivo pudor, se escondia nas profundezas do oceano, além das Colunas de Héracles. Encontrada pelos Delfins, foi pelos mesmos conduzida a Posídon, que a desposou. Desde então a Rainha do Mar senta-se ao lado do marido, no carro divino. Não raro tem nas mãos o tridente, símbolo de sua soberania. Seu séquito é formado pelas Nereidas de seios nus, por Nereu, Proteu, Hipocampos, Ninfas, Golfinhos e Delfins.
De sua união com Posídon, nasceu, segundo algumas fontes, Tritão, o benfazejo deus marinho, metade homem, metade peixe, que sempre está disposto a serenar as vagas.
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Nereu | |
Filhos: |
Filhas com Éaco: Foco | |
| Etimologia: | Em grego Ψαμάθη (Psamáthe), etimologicamente a "arenosa", já que o nome desta Nereida é formado do substantivo Psámmos, areia. Neste caso, a filha de Nereu teria sido inicialmente o epônimo de uma fonte defundo arenoso na Beócia. |
Unida a Éaco, foi mãe de Foco. Como a princípio não desejasse submeter-se aos desejos do pretendente, matamorfoseou-se, como toda divindade marinha, em vários seres. Sua derradeira transformação foi em foca, mas nada impediu que o mais piedoso dos gregos e futuro juiz do Hades dela se apoderasse. Como os Dois Filhos do primeiro matrimônio de Éaco, Télamon e Peleu, por inveja de Foco, que os excedia nos jogos atléticos, o tivessem assassinado, Psâmate enviou contra seus rebanhos um lobo monstruoso. Mais tarde abandonou Éaco e se uniu a Proteu.
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Nereu | |
Filhos: |
Filhas com Peleu: Aquiles | |
| Etimologia: | Em grego Θετις (Thétis), Talvez do indo-europeu *teti, "mãe". |
É preciso não confundir com a titânida Tétis (Tethýs), era a mais bela das nereidas, filha do Velho do Mar, Nereu, e de Dóris. Zeus e Posídon queriam conquistá-la, mas um oráculo de Têmis revelou que o filho nascido do enlace da nereida com um dos dois seria mais poderoso que o pai.
De imediato os dois deuses desistiram de seu intento e, para afastar qualquer ameaça, apressaram-se em conseguir para ela um marido mortal. Outros mitógrafos atribuem o oráculo a Prometeu, que havia predito que o filho de Zeus e Tétis se tornaria o senhor do mundo, após destronar o pai. O Centauro Quirão, sem perde de tempo, começou a orientar seu discípulo Peleu no sentido de conquistar a filha imortal de Nereu. Apesar de todos as sucessivas metarmofósis de Tétis em fogo, água, vento, árvore, pássaro, tigre, leão, serpente e, por fim, em verga, Peleu, orientado por Quirão, a segurou firmemente e a deusa, embora contra a vontade, deu-se por vencida. Para as bodas solenes de Tétis e Peleu, no monto Pélion, compareceram todos os deuses. As Musas cantaram o epitalâmio e todos os imortais ofereceram lembranças aos noivos. Entre as mais apreciadas e notáveis destacam-se uma lança de carvalho, dádiva de Quirão, e o presente de Posídon, dois cavalos imortais, Bálio e Xanto, os mesmos que, na Guerra de Tróia, serão atrelados ao carro do bravo Aquiles.
Foi durante as núpcias de Tétis e Peleu, que Éris, a Discórdia, com certeza "convidada a não comparecer" ao monte Pélion, deixou cair entre os deuses a maçã de ouro, o Pomo da Discórdia, destinado à mais bela das três deusas ali presentes: Hera, Atena e Afrodite. Se levanou uma grande disputa e altercação entre as três. Não se atrevendo nenhum dos deuses a assumir a responsabilidade da escolha, Zeus encarregou Hermes de conduzir as três imortais ao Monde Ida, na Ásia Menor, onde seriam julgadas pelos "pastor" Páris ou Alexandre.
O Casamento do Discípulo de Quirão com a filha de Nereu foi um desastre. Já haviam tido seis filhos, mas, na ânsia de imortalizá-los, Tétis sempre acabava por matá-los. Asism, foi até que Peleu lhe tomou das mãos o sétimo, o caçula Aquiles, no momento em que a nereida, na tentativa de imortalizá-lo, segurando-o pelo calcanhar direito, o temperava ao fogo. Outra versão assevera que Tétis, segurando-lhe o mesmo calcanhar, o mergulhava nas perigosas águas do rio infernal Estige, que tinha o dom de tornar invulnerável tudo que nelas fosse introduzido. Na realidade, Aquiles era invulnerável, menos no local por onde a mãe o segurou.
Tétis, inconformada com a atitude do marido, a quem, aliás nao amava, o abandonou para sempre. Embora confiando ao pai o filho caçula, jamais deixou de ajudá-lo e protegê-lo por todos os meios a seu
alcance, como se pode ver através de toda a Ilíada. A Moîra, porém, tem os seus desígnios e Aquiles perecerá muito jovem, exatamente pelo calcanhar não temperado pelo fogo ou não banhando pelas águas do Estige.
Tétis é uma poderosa deusa marinha. Sua residência é uma gruta submarina, mas com todas as prerrogativas devidas a uma imortal tão importante. Seu poder é tão grande junto a Zeus, que, para vingar a timé de Aquiles, os aqueus serão derrotados até o canto XVII da Ilíada. Mãe acima de tudo, procurou evitar por todos os meios que o filho participasse da Guerra de Tróia, porque lhe conhecia o destino. Com a morte de Pátroclo, após tentar maternalmente consolar o filho Aquiles, dirige-se à forja divina de Hefesto e de sua esposa Cáris. Com que dignidade e humildade, aos pés dos deus segurando-lhe os joelhos, pede, a quem tanto lhe deve, que fabrique novas armas para Aquiles. Talvez Tétis seja a mais humana das figuras Divinas de Homero.
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Ref. Bibliográfica: |
BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol I. Petrópolis, Vozes, 2004; |





