1ª Geração Divina ![]()
Mélias - Μελίαδες ![]()
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| Etimologia: | Em grego Μελίαδες (Melíades) de μελία (melía), freixo. |

Trata-se pois, das Ninfas dos freixos. Em memória de seu nascimento sangrento, o cabo das lanças era confeccionado de freixo, "que se levanta para o céu como lanças". Hesíodo chama-as de μελίαί (Melíai).
Para os gregos, o freixo é o símbolo de poderosa solidez. No mito escandinavo é o símbolo da imortalidade e o traço de união entre os três níveis cósmicos. Por isso à sombra de seus galhos imensos e os animais aí se abrigam.
Ybbdrasil está sempre verde, porque é alimentada pelas águas da fonte Urd, guardada dia e noite por uma ndas Nornas. A árvore sagrada possui três raízes: uma, na fonte Urd; outra, na terra dos gelos, Niflheim, para alcaçar a fonte Hvergelmir, origem das águas que circulam em todos os rios do mundo; a terceira, no país dos deuses gregos se reuniam nos píncaros do monte Olimpo, os deuses germânicos se congregavam aos pés de Yggdrasil. Quando das grandes catástrofes cósmicas, em que um mundo se destruía para que surgisse um outro, a árvore sagrada permanecia de pé, imóvel, impávida, invencível. Nem as chamas, nem as geleiras, nem as trevas poderiam destruí-la. A árvore da vida era o último refúgio dos que escaparam ao cataclismo e aqui permaneceram, para repovoar o mundo novo. Yggdrasil é o símbolo da perenidade da vida, qua nada poderá destruir.
Na antiguidade clássica, o freixo possuía um grande poder mágico. além de funcionar como poderoso antídoto contra todos os venenos, desde que se misturassem suas folhas ao vinho.
Nereidas, Oceânidas, Náiades... divindades das águas claras, das fontes e das nascentes, geram e criam grandes herois. Vivem nas cavernas, nas grutas, lugares úmidos, o que lhes empresta um certo aspecto ctônio, apavorante, por isso que todo nascimento se relaciona com a morte e vice-versa.
Além do mais, grutas e cavernas são locais próprios para iniciação, em que se morre, para se renascer para uma vida nova.
No desenvolvimento da personalidade, as Ninfas representam uma expressão de aspectos femininos do inconsciente. Divindades do nascimento, suscitam a veneração, de mistura com um certo temor: roubam crianças e podem perturbar o espírito de quem as vê. Sua hora perigosa é o meio-dia, momento de sua hierofania. Quem as vir, tornar-se-á presa de um entusiasmo ninfoléptico. É aconselhável, por isso, não se aproximar, ao meio-dia, de fontes, nascentes e da sombra de determinadas árvores.
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Ref. Bibliográfica: |
BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol I. Petrópolis, Vozes, 2004; |
