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Mitologia Grega - 1ª Geração Divina

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1ª Geração Divina

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Hidra de Lerna - Ύδρα

Pais:

Tifão e Equidna

Filhos:

 

Etimologia: Em grego Ύδρα (Hýdra). É um derivado de (hýdor), água. O Sânscrito tem udrá-, "animal aquático", o alemão Otter,"vibora, lontra", latim lutra ou lytra, lontra.

Hidra de Lerna - Gravura - Boris

A Hidra de Lerna é um monstro horripilante, gerado pela deusa Hera, para "provar" o grande Héracles. Criada sobre um plátano, junto da fonte Amimone, perto do Pântano de Lerna, na Argólida, a Hidra é figurada como uma serpente descomunal, de muitas cabeças, variando estas, segundo os autores, de cinco ou seis, até cem, e cujo hálito pestilento a tudo destruía: homens, colheitas e rebanhos. Para conseguir exterminar mais esse monstro, o herói contou com a ajuda preciosa de seu sobrinho Iolau, porque, à medida em que Héracles ia cortando as cabeças da Hidra, onde houvera uma, renasciam duas, Iolau pôs fogo a uma floresta vizinha, e com grandes tições ia cauterizando as feridas, impedindo, assim, o renascimento das cabeças cortadas. A cabeça do meio era imortal, mas o filho de Alcmena a decepou assim mesmo: enterrou-a e colocou-lhe por cima de um enorme rochedo. Antes de partir, Héracles embebedeu suas flechas no venono ou, segundo outros, no sangue da Hidra, envenenando-as.

Hidra de Lerna - Gravura - DesconhecidoA interpretação evemerista do mito é de que se trata de um rito aquático. A hidra com as cabeças, que renasciam, seria, na realidade. O pântano de Lerna, drenado pelo herói. As cabeças seriam as nascentes, que, enquanto não fossem estancadas, tornariam inútil qualquer drenagem.

Hidra de Lerna - Pintura em tela - DesconhecidoA venenosa serpente aquática, dotada de muitas cabeças, é frequentemnte comparada com os deltas dos rios, com seus inúmeros braços, cheias e baixas. Consoante Paul Diel, a Hidra simboliza os vícios múltiplos, "tanto sob forma de aspiração imaginativamente exaltada, como de ambição banalmente ativa. vivendo nos pântano, a Hidra é mais especificamente caracterizada como símbolo dos vícios banais. Enquanto o monstro vive, equanto a vaidade não é dominada, as cabeças, configuração dos vícios, renascem, mesmo que, por uma vitória passageira, se consiga cortar uma ou outra".

O Sangue da Hidra é uma veneno e nele o herói mergulhou suas flechas. Quando a peçonha se mistura às águas dos rios, os peixes não podem ser consumidos, o que confirma a interpretação simbólica: tudo quanto tem contato com os vícios, ou deles procede, se corrompe e corrompe.

 

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Ref. Bibliográfica:

BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol I. Petrópolis, Vozes, 2004;

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