1ª Geração Divina ![]()
Hespérides - Έσπερίδες ![]()
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| Etimologia: | Em grego Έσπερίδες (Hesperídes), "tarde, Ocidente"; da mesma família é o latim uesper, com o mesmo sentido. Em português temos Vésper, a estrela da tarde, vesperal, vespertino. |
As Hespérides eram as "Ninfas do Poente". Se em Hesíodo são filhas da Noite, mais tarde, sobretudo à época clássica, tornaram-se filhas sucessivamente de Zeus e Têmis, de Fórcis e Cero e, por fim, de Atlas. Não existe também acordo total entre os autores acerca de seu número, embora, as mais das vezes, sejam três e se chamem Egle, Erícia e Hesperaretusa, quer dizer, respectivamente, "a brilhante, a vermelha, a do poente", designando, assim, o princípio, o meio
e o fim do percurso final do sol. Esta última, todavia, costuma ser desdobrada em duas: Hespéria e Aretusa, aumentando-lhes o número para quatro. As Hespérides habitavam o extremo ocidente, não longe da Ilha dos Bem-Aventurados, bem junto ao Oceano, Quando os conhecimentos do mundo ocidental se acentuaram, o país das "ninfas do poente" foi localizado nas faldas do monte Atlas. Sua função precípua era vigiar, com auxílio de um dragão, filho de Fórcis e Ceto ou de Tifão e Équidna, as maçãs de ouro, presente de núpcias, que Geia deu a Hera por ocasião de seu casamento com Zeus. Em seu jardim maravilhoso elas cantam em coro, junto a fontes, cujos repuxos têm o perfume da ambrósia.
As Hespérides estão ligadas ao ciclo dos Doze Trabalhos de Héracles, como se há de ver. Buscando junto a elas as maçãs de ouro, os frutos da imortalidade, o herói já estava muito próximo de sua apoteose.
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Ref. Bibliográfica: |
BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol I. Petrópolis, Vozes, 2004; |

