1ª Geração Divina ![]()
Equidna - Έχιδνα ![]()
Pais: |
Crisaor e Calírroe |
Filhos: |
Filhos com Tifão: Ortro - Cérbero - Quimera - Fix - Leão de Neméia - Hidra de Lerna - O abutre que torturou Prometeu. |
| Filhos com Ortro: Esfinge | |
| Etimologia: | Em grego Έχιδνα (Ékhidna). do mesmo grupo etimológico que (Ékhis), "Víbora", Monstro com um corpo de mulher e cauda de serpente, que lhe substituía as pernas. |
Vivia, consoante Hesíodo, nas profundezas da terra, numa caverna, distante dos deuses e dos homens. Outras tradições a colocam no Peloponeso, onde foi morta por Argos-de-cem-olhos, porque estava habituada a devorar os transeuntes.
Equidna é de alma violenta, dis Hesíodo. Seu corpo é metade de jovem mulher, de lindas faces e olhos cintilantes, metade, uma enorme serpente malhada, cruel.
Unida a Tifão, gerou tão somente monstros: Ortro, Cérbero, Quimera, Leão de
Neméia, Hidra de Lerna...
C.G. Jung fez de Équidna, na perspectiva analítica do incesto uma imagem da mãe: "bela e jovem mulher até a cintura, mas, a partir daí, uma serpente horrenda. Este ser duplo corresponde à imagem da mãe; na parte superior, a metade humana, bela e sedutora; na inferior a metade animal, medonha, que a defesa incestuosa transforma em animal angustiante. Seus filhos são monstros, como Ortro, o cão de Gerião, que Héracles matou. Foi com este Cão, seu filho, que, em união incestuosa, Équidna Gerou a Esfinge. Esse material é suficiente para caracterizar a soma de libido que produziu o símbolo da Esfinge".
Équidna é um símbolo da prostituta apocalíptica, da libido que queima a carne e a devora. Mãe do abutre, que rói as entranhas de Prometeu, é ainda o fogo do inferno, o desejo excitado e sempre insaciável. É a sereia, de cujas seduções Ulisses soube fugir.
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Ref. Bibliográfica: |
BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol I. Petrópolis, Vozes, 2004; |
| JUNG, C. G. Métamorphoses et Tendances de la Libido. Paris, 1927, p. 174-205. |
