1ª Geração Divina ![]()
Eos - Ήώς ![]()
Pais: |
Hepérion e Teia |
Filhos: |
Filhos com Astreu: Zéfiro - Bóreas - Noto |
| Filhos com Títono: Emátion - Mêmnon | |
| Etimologia: | Em grego Ήώς (Eós), é a Aurora personificada, adorada por todos os povos indo-europeus. Etimologicamente se prende à raiz *awes, "brilhar", sânscrito usas, "aurora", dórico aos, latim aur-ora, alemão Ost, "leste", onde nasce a luz. |

Aurora é representada com oa deusa de dedos cor-de-rosa, como lhe chama Homero. Como tal, sua principal função é abrir as portas do céu ao carro do Soil, descerrando as pálpebras do dia. Todo o seu mito é um tecido de amores. A princípio, unida a Ares, provocou os ciúmes de Afrodite, que se vingou, inspirando-lhe uma paixão louca e eternamente insatisfeita por heróis e simples mortais.
O primeiro desses grandes amores foi o filho de Posídon, o gigante Oríon, por ela raptado e levado para a ilh ade Delos, aliás com grande desgosto dos deuses. Tendo o filho de Posídon tentado violentar Artemis, esta enviou contra ela um escorpião que o picou no calcanhar, causando-lhe morte instantânea.
Pelo serviço prestado à Artemis, o escorpião foi transformado em constelação, tendo aliás Oríon sorte análoga. Raptou, em seguida Céfalo, filho de Dêion ou de Hermes, e levou-o para a Síria. Como Céfalo não lhe correspondesse ao amor e a tivesse abandonado, Eos insipirou-lhe dúvidas cruéis acerca da fidelidade da esposaPrócris, ciúmes que, por sinal, se tornaram recíprocos e levaram a linda Prócris a terminar seus dias tragicamente. Seu terceiro amor foi Titono, filho de Ilo e Plácia ou Leucipe, mas, em todo caso, de raça troiana. Titono foi levado para a Etiópia, o país do Sol, nos velhos mitos. Deu-lhe dois filhos, Emátion e Mêmnon. Este último, seu filho preferido, reinou sobre os Etíopes, mas acabou sendo mortto por Aquiles, na Guerra de Tróia. Eos havia pedido e obtito de Zeus a imortalidade para Titono. Ao formular o pedido, porém, se esqueceu de solicitar para o mesmo a juventude eterna e a beleza. Com o tempo, o outrora belo e vigoroso Titono chegou à mais lamentável decrepitude. A deusa, aborrecida, trancou-o em seu palácio, onde o "imortal" ancião levava uma vida miserável. À força de envelhecer, Titono perdeu seu aspecto humano e foi metamorfoseado em uma cigarra interamente dessecada.
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Ref. Bibliográfica: |
BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol I. Petrópolis, Vozes, 2004; |







