1ª Geração Divina ![]()
Cérbero - Κέρβερος ![]()
Pais: |
Tifão e Equidna |
Filhos: |
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| Etimologia: | Em grego Κέρβερος (Kérberos). A identidade com o sânscrito karbará-, sarvará- "pintado" é, horiernamente, duvidosa. |

Cérbero é o cão do Hades, um dos montros que guardavam o império dos mortos e lhe interditava a entrada aos vivos, mas, acima de tudo, se entrassem, impedia-lhes a sáida. Segundo Hesíodo, o guardião infernal tinha cinquenta cabeças e voz de bronze. A imagem clássica, porém, o apresenta como dotado de três cabeças, cauda de dragão, pescoço e dorso eriçados de serpentes. Um dos trabalhos impostos por Euristeu a Héracles foi o de descer ao Hades e de lá trazer o monstro. Após iniciar-se nos Mistérios de Elêusis, o herói desceu à outra vida. Plutão permitiu-lhe cumprir a tarefa, desde que dominasse Cérbero sem usar de armas. Numa luta corpo a corpo, o filho de Alcmena o venceu e o trouxe sufocado até o palácio de Euristeu, que, apavorado, ordenou a Héracles que o levasse de volta ao Hades.
O cão do Hades representa o terror da morte; simboliza os próprios infernos e o inferno interior de cada um. É de se observar que Héracles o levou de vencida, usanto tão-somente a força de seus braços e que Orfeu, "por uma ação espiritual", com os sons irresistíveis de sua lira mágica o adormeceu por instantes.
Estes dois índices militam em favor da interpretação dos neoplatônicos que viam em cérbero o próprio gênio do demônio interior, o espírito do mal. O monstruoso guardião do Hades só pode ser dominado sobre a terra, quer dizer, por uma violenta mudança de nível e pelas forças pessoais de natureza espiritual. Para vencê-lo cada um só pode contar consigo mesmo.
Ref. Bibliográfica: |
BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol I. Petrópolis, Vozes, 2004; |
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