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Mitologia Grega - 1ª Geração Divina

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1ª Geração Divina

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Calipso - Καλυψώ

Pais:

Atlas e Pleione ou Helio e Perseida (em algumas versões)

Filhos:

Filhos com Ulisses: Latino ou Âuson - Neusítoo e Nausínoo

Etimologia: Em grego Καλυψώ (Kalypsó), do verbo Kalýptein "cobrir, esconder", onde "a que esconde". Há duas personagens míticas com este nome: a Oceânida Calipso, de que fala Hesíodo, e que a denomina himeróessa, isto é "a que desperta o desejo" e a Ninfa calipso, "a que esconde". Se a Oceanida não tem um mito próprio, a Ninfa Calipso o possui.

Ninfa Calypso - Escultura em Mármore - Anatole Calmels 1822-1906

Calipso é, pois uma ninfa, segundo uns, filha de Atlas e de Plêione; segundo outros, de Hélio e de Perseida, o que a faria irmã de Eetes e de Circe. Vivia na ilha de Ogígia que os mitógrafos localizam no Mediterrâneo ocidental, em frente a Gibraltar. A lindíssima ninfa acolheu o náufrago Ulisses e por ele se apaixonou. Habitava uma gruta profunda com amplos salões, que se abriam para jardins naturais, um bosque sagrado com grandes árvores e fontes que serpeavam por entre a relva. Em todas as dependências e em plena natureza, ninfas, que lhe faziam companhia e a ajudavam na arte de fiar e tecer, trabalhavam cantando. A Odisséia conta o quanto Calipso amava Ulisses. Reteve-o durante sete longos anos oferecendo-lhe em vão a imortalidade. O herói, desejoso de ver ao menos o fumo que se erguia de sua terra natal, não se deixou seduzir. Ítaca, sua pátria, Telêmaco, seu filho, Penélope, sua esposa, e Ulisses media na saudade a saudade de quanto lhes queria...

Dadas as súlicas de Atena em favor de seu protegido, Zeus enviou Hermes à ilha com ordens a Calipso para que libertasse Ulisses e o deixasse partir. Como derradeira homenagem, a ninfa lhe deu madeira para fabricar uma jangada, provisões para a viagem e indicou-lhe os astros que o guiariam.

Tradições posteriores dão a Ulisses e Calipso um filho chamado Latino, ou ainda Âuson, epônimo de Ausônia, nome antigo e poético da Itália. Outras atribuem-lhe não um, mas dois filhos: Nausítoo e Nausínoo, o que evidentimente, lembra naus, navio, barco.

Ref. Bibliográfica:

BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol I. Petrópolis, Vozes, 2004;

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