1ª Geração Divina ![]()
Boreas - Βορέας ![]()
Pais: |
Astreu e Eos (Aurora) |
Filhos: |
Filhos com Oritia: Cálais - Zetes |
| Etimologia: | Em grego Άστραία (Astraía), prende-se etimologicamente a άστήρ (astér), astro, estrela. Astréia é o nome da virgem (a constelação) e viveu neste mundo à época da era de ouro, difundindo entre os homens os sentimentos de paz, justiça e bondade. |

Aparece coberto com uma túnica muito curta e plissada. Da raça dos titãs, personifica as forças elementares da natureza. Entre muitos de seuas atos violentos, aponta-se o rapto de Oritia. Filha do rei de Atenas. Erecteu, quando se divertia com suas amigas às margens do rio Ilisso. Levou-a para a Trácia, onde a fez mãe dos boréadas, nome por que são conhecidos sobretudo os dois filhos gêmeos de Bóreas, Cálais e Zetes. Alados e impetuosos, desempenharam papel importante na expedição dos Argonautas, perseguindo as Harpias, que não deixavam em paz o rei Fineu. Sob a forma de cavalo, Bóreas engendrou com as éguas do rei de Atenas, Erictônio, doze potros. Bóreas e seus filhos eram tão ligeiros, que, correndo sobre um campo de trigo, nem mesmo se curvavam as espigas sob seu peso e, quando percorriam em alta velocidade a superfície do mar, as águas não se agitavam.
Com uma Erínia e, posteriormente, com uma das Harpias, Bóreas foi pai de outros cavalos velocíssimos.
O simbolismo do vento é complexo e se reveste de múltiplas facetas. de um lado, por sua própria agitação, figura a intabilidade, a inconstância, a vaidade. Tratando-se de uma força elementar, o vento é cego e violento. De outro lado, é sinônimo de sopro, do espírito, do influxo espiritual de origem divina.
Ref. Bibliográfica: |
BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol I. Petrópolis, Vozes, 2004; |
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