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Mitologia Grega - 1ª Geração Divina

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1ª Geração Divina

Afrodite Alfeu Aquelôo Asteria Astreia
Boreas Calipso Cárites Cérbero Ciclopes
Crono Eos (Aurora) Equidna Erínias Eris
Escamandro Estige Eurínome Fix Gerião
Gigantes Górgonas Gréias Harpias Hécate
Hecatonquiros Hespérides Hidra Hipno Horas
Ilítia Íris Mélias Métis Mnemósina
Moiras Momo Musas Nêmesis Nereidas
Nilo Ninfas Oceano Queres Reia
Tânatos Téia Têmis Tétis Titãs

A primeira fase do Cosmo segue-se o que se poderia chamar estágio intermediário, em que Urano (céu) se une a Géia (Terra), de que procede numerosa descendência: Titãs, Titânidas, Ciclopes, Hecatonquiros, além dos que nasceram do sangue de Urano e de todos os filhos destes e daqueles.

A União de Urano e Geia é o que se denomina uma hierogamia, um casamento sagrado, cujo objetivo precípuo é a fertilidade da mulher, dos animais e da terra. É que, na expressão de Mircea Eliade, o (hieròs gámos), o casamento sagrado, "atualiza a comunhão entre os deuses e os homens; comunhão, por certo passageria, mas com significativas consequencias. Pois a energia divina convergia diretamenet sobre a cidade - em outras palavras, sobre a Terra - santificava-a e lhe garantia a prosperidade e a felicidade para o ano que começava". Essas hierogamias se encontram em quase todas as tradições religiosas. Simbolizam não apenas as possibilidades de união do homem com os deuses, mas também uniões de princípios divinos que provocam certas hipóstases. Um das mais célebres dessas uniões é a de Zeus (o poder, a autoridade) e Têmis (a justiça, a ordem eterna) que deu nascimento a Eunomia (a disciplina), Irene (paz) e Dique (a Justiça).

Curioso é que o casamento, instituição que preside à trasnmissão da vida, aparece muitas vezes aureolado de um culto que exalta e exige a virgindade, simbolizando, assim, a origem divina da vida, de que as uniões do homem e da mulher são apenas projeções, receptáculos, instrumentos e canais transitórios. No Egito havia as esposas de Amon, deus da fecundidade. Eram normalmente princesas, consagradas ao deus e que dedicavam sua virgindade a essa teogamia. Em Roma, as Vestais, sacerdotisas de Vesta, deusa da lareira doméstica, depois deusa da Terra, a Deusa Mãe, se caracterizavam por uma extrema exigência de pureza.

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