Períodos de Formação da Civilização 

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Linha do Tempo no Helenismo 
| 336 a.e.c. | 323 a.e.c. |
312 a.e.c. |
305 a.e.c. |
| Alexandre, o Grande | Os Espólios de Alexandre | Os Selêucidas | Os Lágidas |
| 276 a.e.c. | 200 a.e.c. | 31 a.e.c. | |
| Os Antigônidas | Anexação Romana | A Batalha de Actium, o Fim do Helenísmo | |
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| Introdução | |||
O Jovem Alexandre foi chamado à sucessão de seu pai aos vinte anos de idade. A pouca idade do novo rei compensada por seus dotes físicos e intelectuais e por uma vontade férrea, escravizada, entretanto, a um desmensurado orgulho e anseio de glórias. Acrescentemos a essas rápidas informaçöes sobre a personalidade do futuro conquistador um elemento que influiu positivamente na formação da mesma: Alexandre fora discípulo do grande Aristóteles. A morte inesperada de Filipe provocou sérias perturbações no reino: apareceram pretentendentes ao trono, tentativas de independência da Grécia e ameaças dos bárbaros vizinhos. Os pretendentes ao trono viram suas ambições afogadas em sangue. Para evitar uma revolta geral dos gregos, Alexandre dirige-se apressadamente a Corinto onde é aclamado comandante da expedição contra os Persas. Volta, então, a Macedônia e prepara a luta contra os bârbaros vencendo os Trácios e os Ilírios. O boato da morte do jovem rei leva os gregos a revolta: Tebas é então arrasada, com exceção da casa de Píndaro. Atenas, que mostrara simpatia pelos tebanos, é perdoada. A Grécia se submete e Alexandre lança os olhares para o Império Persa. |
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| As Conquistas de Alexandre | |||
Com a lembrança voltada para os heróis de Homero (a Ilíada fora seu livro de cabeceira) cujas façanhas o entusiasmam e com o pensamento nas fabulosas riquezas dos Aquemênidas, Alexandre inicia, aos vinte anos, sua marcha triunfal pelo Oriente. Seu exército, embora pouco numeroso (trinta mil infantes e cinco mil cavaleiros), era aguerrido e contava com oficiais de primeira qualidade.
Reforçado por tropas vindas da Grécia, Alexandre continua sua marcha para o sul, atravessa a Capadôcia e chega a Tarso onde, em consequência de um banho no rio Cidnos, cai gravemente doente. No fundo do golfo de Isso, as margens do rio PInaro (Poyas), Dana Ill aguarda seu feroz rival (333). O gênio militar de Alexandre e o valor de suas tropas infligiram fragorosa derrota ao numeroso exército do rei dos reis que deixou no campo a própria família e imensas riquezas. Dirigindo-se para o sul, Alexandre encontra resistência em Tiro que, entretanto, após sete meses, é tomada de assalto e destruída. Prosseguindo para o sul, toma Gaza após uma resistência de dois rneses e penetra no vale do Nilo, chegando ate Mênfis. Na terra das pirâmides o jovem macedônio aparece como libertador do domínio persa, proclama-se sucessor dos faraós, funda Alexandria e, no longinquo oasis de Siwah, após uma audaciosa e arriscada cavalcada de vários dias pelo deserto, é saudado como filho de Amon.
Do Egito, Alexandre volta a Síria e penetra no interior atravessando o Eufrates em Tapsaco e, mais adiante, a Tigre nas cercanias de Djesineh. Dario III esperava-o na imensa planície situada entre Gaugamela e Arbelas, com um exército recrutado em massa desde o Eufrates até o longínquo laxartes. A vitónia decisiva de Alexandre e a fuga de Dario pôs fim ao reino persa, abrindo ao vencedor o caminho da Babilônia e de Susa (331). Prosseguindo sua marcha através do Ira, o conquistador vence montanhas cobertas de neves e atinge Parsa (Persépolis) e, após, Pasárgada. A primeira dessas cidades é saqueada e incendiada; a Segunda é poupada. Depois de uma estadia em Parsa, (330) Alexandre dirige-se para Ecbátana, na Media, onde se refugiara Dario. O soberano persa prossegue na fuga e é assassinado durante a mesma: O Grande Maceônio só encontra seu cadáver.
De volta às antigas capitais do Império, o jovem conquistador ve-se forçado a tornan enérgicas medidas contra os desmandos praticados por seus prepostos durante a prolongada ausência nas regiões orientais. O irrequieto rnacedônio nutria novos planos de conquistas e já se preparava para uma expedição a Arabia quando foi colhido pela morte em Babilônia aos 32 anos de idade, após uma breve doença a qual seu organismo enfraquecido não pode resistir (323 a.e.c.). ▲Topo ▲----------------------------------------------------- |
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| Considerações em torno das conquistas de Alexandre | |||
Diante das forças invasoras o impénio persa, ja minado pelas discórdias internas, só podia apresentar forças heterogêneas recrutadas nas mais diversas regiões, que impressionavam apenas pelo numero, mas careciam de chefes que pudessem igualar-se ao estado maior de Alexandre. ▲Topo ▲----------------------------------------------------- |
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| Consequências | |||
A marcha de Alexandre abalara boa parte do Mundo Antigo em seus quadros politicos, sociais, econômicos e intelectuais. O grande Macedônio não levara consigo somente soldados e armamentos para vencer as resistências das nações invadidas: conduzira uma nova mentalidade e um patrimônio cultural que produziriam uma interessante etapa da civilização grega: o helenismo. ▲Topo ▲----------------------------------------------------- |
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| Consequências Políticas | |||
Com relação aos gregos da peninsula, podemos afirmar que Alexandre lhes deu um ideal bem superior aos mesquinhos particularismos regionais que ate então haviam norteado os empreendimentos politicos. Criando uma monarquia absoluta apoiada sobretudo no exército e em uma estrutura adrninistrativa adequada a nova situação, Alexandre procurava dar a seu império uma unidade pelo menos aparente. ▲Topo ▲----------------------------------------------------- |
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| Consequências Sociais | |||
| Para facilitar a unificação política, Alexandre procurou realizar a fusão dos dois povos que, ate então, um antagonismo secular havia separado: para dar o exemplo, o próprio soberano desposou princesas persas praticando a poligamia a moda oriental. Diversos oficiais superiores e grande número de soldados gregos casaram-se com mulheres persas, mostrando que não deveriam mais existir diferenças entre vencedores e vencidos, pois ambos passariam a formar um único povo dentro de um único império sob a autoridade soberana e absoluta de Alexandre. ▲Topo ▲----------------------------------------------------- |
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| Consequências Econômicas | |||
A expedição a Índia havia revelado aos habitantes da bacia Mediterrânea um mundo ate então quase desconhecido. A viagern de Nearco abrira novos horizontes para o comércio com o Oriente distante. As cidades fundadas por Alexandre, entre as quais sobressai a ainda florescente Alexandria do Egito, tornaram-se centros comerciais em que se realizou intenso intercâmbio de mercadorias procedentes das mais diversas regiôes do imenso império. ▲Topo ▲----------------------------------------------------- |
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| Consequências Intelectuais | |||
Nas Pegadas dos soldados de Alexandre, marchavam os negociantes e com os negociantes seguiam não somente as mercadorias mas tarnbém certos elementos caracteristicos da Civilização Grega: a lingua, as obras literárias, as artes, etc. Da fusão dessas contribuições helênicas com os elementos locais surgira o mundo helenistico. ▲Topo ▲----------------------------------------------------- |
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| Conclusão | |||
Os heróis lendários da Grécia tinham servido de modelo e de inspiração para as façanhas de Alexandre. O jovem rei macedônio tornou-se por sua vez urn herói de carne e osso do qual se apoderou a prosa e a poesia da literatura universal para, em grau superlativo, engrandecer-lhe a memória e apresentâ-lo às futuras gerações aureolado de uma grandeza tal que lhe valeu o apelido de Magno. ▲Topo ▲----------------------------------------------------- |
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Referência Bibliográfica:
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A batalha de Granico (334) (pequeno rio que desemboca na Propôntida) abriu o caminho da Asia ao jovem guerreiro. Passa por Sardes na Lídia e liberta as cidades gregas da Asia Menor, penetra pela Frigia e em Górdio (333) corta com a espada o nó górdio. Um antigo oráculo prometia o domínio da Asia a quem desfizesse o famoso nó. 
Procuremos, preliminarmente, apontar as principais causas dos espetaculares sucessos obtidos pelo jovem soberano: em primeiro lugar, figuram, naturalmente, seus inegáveis dotes de general revelados na maneira como organizava, dispunha e conduzia suas tropas nas inúmeras batalhas em que tomou parte. As qualidades de comandante militar Alexandre aliava o entusiasmo e a energia de quem nutria vastos planos ambiciosos ideais. Além disso, Alexandre contava com auxiliares prestimosos e capazes e com um exército de primeira classe em que figurava a invencivel falange da macedôia.

