Civilização Grega - História da Civilização

Períodos de Formação da Civilização

Linha do Tempo no Período Clássico

Revolta das Cidades Gregas 1ª Guerra Médica 2ª Guerra Médica Hegemonia Ateniense A Guerra do Peloponeso Hegemonia Espartana
499-496 a.e.c.
490 a.e.c.
480 a.e.c.
478 a.e.c.
Revolta das cidades Gregas da Jônia contra os Persas 1ª Guerra Médica 2ª Guerra Médica A Hegemonia de Atenas e a Formação da Liga de Delos
431-404 a.e.c. 404-371 a.e.c.
A Guerra do Peloponeso A Hegemonia de Esparta

 

 

Introdução

Esparta, sob a orientação de Lisandro, procurou imediatamente ocupar o lugar de Atenas no império marítimo substituindo os governos democráticos por oligárquicos. As resistências são afogadas em sangue. Mas os espartanos não possuiam a largueza de visão e a capacidade para a manutenção de um tão importante império. Os seguintes acontecirnentos podem ser anotados durante o período da hegemonia espartana:

  1. A Gradual recuperação de Atenas;
  2. As relações entre Esparta e a Pérsia;
  3. A Segunda Confederação Ateniense.

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Relações entre Esparta e a Pérsia

O grande alvo da política espartana sempre foi o dominio da peninsula grega e, para atingi-lo, não hesitou mesmo em tratar com os persas.

Em 401 Ciro, o Moco, aliado de Esparta, pretendeu destronar seu irmão Artaxerxes. Conseguiu, para esse fim, reunir diversos contingentes asiáticos aos quais se juntaram numerosos mercenários gregos comandados por um espartano. O exército revolucionário atingiu sem maiores dificuldades as proximidades da Babilônia onde foi derrotado na batalha de Cunaxa (401). Ciro perdeu a vida e os gregos, que so haviam batido valentemente, viram-se privados de seus chefes por um ato de traição praticado por Tissafernes. Escolhidos novos dirigentes, entre os quais figurava Xenofonte, o historiador da expedição, Os helenos realizaram a famosa retirada dos dez mil através do vale do Tigre ate o Ponto Euxino (400). — Livre de Ciro, Artaxerxes volta-se contra as cidades da Jônia que pedem o auxIlio de Esparta. Esta enviou sucessivarnente três generais a Asia Menor, um dos quais o rei Agesislau (396) que obteve triunfos, chegando mesmo a ocupar Sardes; viu-se, porém, obrigado a regressar a. pátria para salva-la de uma coligacao de Atenas, Corinto, Tebas e Argos organizada com o auxílio do ouro persa. A frota espartana deixada por Agesislau na Cária fol derrotada na bataiha de Cnido (394) pelo Ateniense Cônon que estava a serviço do rei persa. As cidades do litoral asiático caem novarnente sob o domínio persa e Cônon entra triunfalmente em Atenas.

Ameaçada por todos os lados e temerosa do crescente poderio de Atenas que, sob a orientação de Cônon, havia reconstruído suas muraihas, organizado um exército e uma nova esquadra, Esparta procurou novamente entrar em boas relações com os persas: o almirante (navarca) Antálcidas foi enviado a Susa onde Artaxerxes ditou a paz aos gregos. É a paz de Antálcidas conhecida também como a "Paz do Rei" (386) que, entre outras condições, impunha o domínio persa nas grandes cidades gregas da Asia e obrigava as cidades da peninsula a aceitarem compulsoriarnente a paz imposta. Esparta saia fortalecida e com a hegemonia indiscutIvel na Grécia. Essa supremacia, entretanto, seria efêmera e cederia lugar diante de uma de suas Vítimas: Tebas.

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A 2ª Liga Ateniense

Sob a proteção dos espartanos fora organizada em Atenas uma comissão administrativa de trinta membros (os trinta tiranos) que deveriam governar a cidade ate que entrasse em vigor uma nova constituição. Uma oligarquia feroz difundia o terror sob os olhares benevolentes de Esparta. Mas os exilados reunem-se sob a chefia de Trasibulo e conseguem depor a tirania. A rivalidade entre o rei Pausânias e Lisandro favoreceu a restauração da democracia em Atenas (403 a.e.c).

2ª Liga AtenienseNo inicio do século IV a História de Atenas se caracteriza pela prudência e moderação, fato esse que encontra sua explicação não só na vigilância de Esparta como também na corrente de idéias difundidas por Socrates e Platão.

Novas relaçôes foram estabelecidas com os antigos membros do outrora poderoso Império Ateniense aos quais se apresenta um novo programa baseado no mútuo auxIlio em caso de perigo e na completa autonomia de cada uM. A nova Confederação recebe numerosas adesões e, embora não houvesse atingido o esplendor da primeira, chegou a desempenhar importante papel nos acontecimentos do rnundo grego entrando em decadência pelas seguintes razões: dificuldades financeiras, oposição persa, inveja de Tebas e, finalmente, o domínio macedônico.

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Referência Bibliográfica:

  1. GIORDANI, Mario Curtis. Historia da Grécia, Petrópolis-RJ, Ed. Vozes, 2000;
  2. MORKOT Robert, Historical Atlas of Ancient Greece, London, Penguin Group, 1996.
Esparta
Artigos
Expansão Persa
512-490 Invasão da Trácia
Campanhas de Dario, 492-490 a.e.c
Batalha de Maratona 490 a.e.c.
Campanhas de Xerxes, 480 a.e.c.
Batalha de Salamina, 480 a.e.c.
O Império Ateniense
Guerra do Peloponeso
Alianças
Cerco da Cidade de Siracula, Sicília
2ª Liga Ateniense
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