Períodos de Formação da Civilização 

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Linha do Tempo no Período Clássico 
| 499-496 a.e.c. | 490 a.e.c. |
480 a.e.c. |
478 a.e.c. |
| Revolta das cidades Gregas da Jônia contra os Persas | 1ª Guerra Médica | 2ª Guerra Médica | A Hegemonia de Atenas e a Formação da Liga de Delos |
| 431-404 a.e.c. | 404-371 a.e.c. | ||
| A Guerra do Peloponeso | A Hegemonia de Esparta | ||
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| Introdução |
A Guerra do Peloponeso marca uma mudança de rumos na corrente dos acontecimentos da História da Grécia. Em primeiro lugar, citemos a rivalidade permanente entre Esparta e Atenas causada pelo contraste entre as concepçöes de vida e de governo dominantes em cada uma dessas cidades.
Em terceiro lugar, o intenso comércio, que enriquece Atenas e a transforma em verdadeiro empório no qual se encontram mercadorias provenientes das mais distantes paragens, não so faz da capital da Atica a fornecedora da Grécia mas atrai sobre a mesma o ódio das concorrentes prejudicadas. As relações entre Atenas e Esparta eram tensas, ainda que formalmente amigáveis durante as Guerras Médicas, agudizando-se gradualmente a partir de 450 a.e.c., com lutas freqüentes e tréguas cíclicas, tudo pela disputa da hegemonia grega. Atenas, dominando politicamente a Liga de Delos (também chamada de Liga Marítima Ateniense), controlava o comércio marítimo com a sua poderosa frota, desfrutando igualmente de uma boa situação financeira. Esparta, por seu lado, assentava a sua estratégia política num exército imbatível e bem treinado, respondendo à Liga de Delos com uma confederação de cidades, a Liga do Peloponeso, que reunia, além da importante cidade marítima de Corinto, as cidades do Peloponeso e da Grécia central. O crescente poderio e a riqueza inigualável de Atenas alarmava Esparta, como dizia Tucídides. A guerra era assim inevitável, como pensava Péricles, que acumulou uma notável reserva financeira para suportar um conflito em larga escala. No ano de 445 a.e.c. ainda se chegou a um acordo de paz que deveria durar trinta anos. Todavia, as alianças estavam feitas, e aí residia o detonador da guerra. |
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| A Liga do Peloponeso |
No final do século VI a.e.c., Esparta se tornou a cidade-estado mais poderosa do Peloponeso, e detinha hegemonia política e militar sobre Argos, a segunda cidade-estado mais poderosa. Esparta adquiriu dois fortes aliados Corinto e Elis, libertando Corinto da tirania e auxiliando Elis a manter o controle dos Jogos Olímpicos. Esparta prosseguiu com a mesma estratégia para conseguir outros aliados em sua liga. Derrotou ainda Tegea em uma guerra de fronteira e lhes ofereceu aliança defensiva permanente; este era o ponto decisivo para a política externa espartana. Muitas outras cidades-estados do centro e do norte da península do Peloponeso uniram-se a liga, que eventualmente incluia todos as cidades peloponesas, exceto Argos e Achaea. A superioridade espartana foi garantida quando Esparta derrotou Argos em batalha, em 546 a.e.c. A liga estava organizada com Esparta como centro principal, e era controlada pelo conselho de aliados, que eram compostos de dois corpos. O primeiro corpo era a Assembléia dos Espartanos, e o segundo era o Congresso dos Aliados, no qual cada cidade-estado aliada possuía um voto independentemente do tamanho da cidade-estado ou de sua força geopolítica. Nenhum tributo era pago, exceto casos de guerra, onde um terço dos militares de um estados poderiam ser requisitados. Apenas Esparta poderia convocar um congresso da Liga. Todas alianças eram feitas em Esparta apenas, então os estados membros tinham que formar suas próprias alianças com os outros. E apesar de que cada cidade-estado tinha um voto, Esparta não era obrigada a obedecer qualquer resolução que a Liga viesse a tomar. Por isso, a Liga do Peleponeso não era exatamente uma "aliança" no sentido mais rígido da palavra (nem era completamente poleponesa na totalidade de sua existência). A liga promovia proteção e segurança a seus membros, e mais importantemente, a Esparta. Era uma aliança muito estável que com apoio das oligarquias e oposição dos tiranos. Com as Guerras Médicas, a liga se transfromou na Liga Helênica, incluindo Atenas e outras cidades-estados, que estavam sob o comando de Pausanias] e mais tarde, de Cimón de Atenas. Ao término da guerra com os persas, Esparta retirou-se, e constitui de novo a Liga do Peloponeso com as alianças originais de Esparta, enquanto a Liga Helênica tornou-se, com um líder ateiniense, na Confederação de Delos. As duas Ligas entraram em conflito entre si na Guerra do Peloponeso. A Liga do Peloponeso desfrutou de uma vasta existência, chegando até mesmo bem ao século IV a.e.c.. A batalha de Leuctras (371 a.e.c.), que marcou o fim da hegemonia espartana e o começo da cidade de Tebas, conduziu também a dissolução da Liga do Peloponeso. ▲Topo ▲----------------------------------------------------- |
| 1ª Fase 431-421 a.e.c. - A Guerra dos Dez Anos |
De 431 a 421 a.e.c., os beligerantes devastaram reciprocamente seus respectivos territórios sem chegarem a alcançar êxitos decisivos.
O partido de Nícias conclui a paz com Esparta sob as seguintes condições:
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| 2ª Fase 415-413 a.e.c. - A Expedição da Sicília |
Na SicIlia, Siracusa disputava a hegemonia corn outras cidades entre as quais Segesta. Quando esta última foi atacada por Selinonte, pediu auxilio a Atenas. Nícias aconselha prudêneia, mas Alcibíades, Ídolo da juventude ateniense por seus dotes fIsicos e intelectuais, convenceu os atenienses com sua palavra inflamada. A preponderância de Atenas na Sicília garantiria o domínio dos mercados ocidentais de cereals e abrira o caminho para a Etrúria. Tais razôes de ordem econômica pesaram bastante na expedição fadada ao mais desastroso resultado.
Siracusa seriamente ameaçada recorre a Esparta que, a conselho de Alciblades condenado a monte em Atenas, envia uma expedição a Sicilia. Ainda sob a orientação deste, os espartanos aproveitam a oportunidade, invadem a Atica e fortificam-se na Decélia. Os reforços enviados por Atenas a Sicilia não mais salvam a situação e o própnio Nícias é morto Atenas sofria a maior derrota de sua História.
Na cidade de Atenas, tomou o poder um grupo oligárquico partidário da paz. Mas a sublevação da armada de guerra, desejosa de reiniciar o conflito, forçou o restabelecimento da democracia e, com ela, a continuação da guerra. Obs: Na invasão de Siracusa pelas forças atenienses, não foi um exército espartano que iniciou a derrocada da frota, mas sim, apenas um general, Gilippo, pois os espartanos não tinham força naval suficientes para transportar um exército para o além-mar de siracusa. Portanto, a tática espartana não foi enviar forças armadas para seus aliados, mas enviar um exemplo de coragem e habilidade bélica. O generel Gilippo treinou e disciplinou a grandiosa força siracusana e graças à estratégias dignas de uma mente militar brilhante, foi possivel expulsar os atenienses e encurralá-los, sem suprimentos e com a frota avariada, no litoral. ▲Topo ▲----------------------------------------------------- |
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| 3ª Fase 412 a.e.c. - A Guerra da Decélia |
O terceiro período começou em 412 a.e.c. a fortificação de Decélia, na Ática, pelos espartanos, e revoltas generalizadas entre seus aliados pressionaram Atenas, que havia perdido grande parte de sua frota na Sicília, estava falida e atormentada por convulsões políticas. A vinte quilômetros ao norte de Atenas os espartanos entrincheirados em Decélia devastavam os arredores e cortavam o caminho para Eubéia. Na Asia Menor, Alcibiades, já em desavença com os espartanos, fomentava a revolta e buscava a aliança corn Tissafernes, sátrapa de Sardes. Uma grave crise constitucional abala Atenas: suprimem-se as antigas magistraturas, os vencimentos para os que exercem funçôes públicas e estabelece-se um Conselho de quatrocentos cidadãos que passa a governar a cidade. O inspirador dessas medidas favorecedoras de uma oligarquia era ainda Alcibíades que, tendo abandonado Esparta e desejando retornar a Atenas, acenava com uma possível aliança do rei dos reis contra os espartanos. Como, entretanto, os oligarcas não pudessem proporcionar ao volúvel jovem o tão cobicado retorno, dirigiu-se ele aos democratas atenienses que se encontravam na esquadra em Samos. Acolhido como chefe, Alcibíades obteve retumbante sucesso em Cizico sobre a esquadra peloponesiana (410). Os atenienses conseguem ainda uma brilhante vitória naval nas ilhas Arginusas, mas cometem o erro de condenar a monte seus generais vencedores porque os mesmos não haviam recolhido os feridos e os náufragos. Em Atenas os oligarcas são depostos e em 407, após novos êxitos sobre os iniimigos de sua pátria, Alcibíades é recebido triunfante em Atenas e aclamado general em chefe. Enquanto AlcibIades perde tempo demorando-se em Atenas, os persas sob o comando de Ciro, o Moço, aliam-se aos espartanos chefiados por Lisandro. Este derrota a esquadra ateniense nas proximidades de Efeso. Alcibíades é responsabilizado pela derrota cuja culpa cabia a um de seus comandados. A partir de então, os espartanos, ajudados pelo ouro dos persas e pelas habilidades estratégicas e táticas do espartano Lisandro alteraram a balança. A tomada de Lâmpsaco, o triunfo na Batalha de Egospótamos (405), perto do rio Egospótamos, e o controle do Helesponto pelos espartanos subjugaram Atenas, pela fome. Esparta venceu a Guerra do Peloponeso após a rendição de Atenas em abril de 404 a.e.c. As condições de paz foram desastrosas para a cidade de Atenas, enquanto Esparta se convertia no centro hegemônico da Grécia. Seguiu-se imediatamente um golpe oligárquico em Atenas, apoiado por Esparta. A oligarquia, com o apoio das tropas espartanas, tomou o poder dos democratas. Esse governo ficou conhecido como Tirania dos Trinta, porque era formado por trinta oligarcas. A Tirania dos Trinta dissolveu a Confederação de Delos e entregou o resto da frota Ateniense a Esparta. A democracia foi restabelecida em 403 a.e.c. Os atenienses sujeitavam-se a:
O declínio de Atenas marca a ascensão de Esparta e desfaz a única via possível para a unificação política do mundo grego, afetada rudemente com a devolução aos Persas das cidades da Ásia Menor em troca do seu ouro. A substituição do império ateniense, baseado no projeto de Delos, por um outro, militarizado, como o de Esparta, não trará grandes alterações ou momentos de grandeza helênica, antes inicia o apagar do "fogo grego". A importância desta guerra reside também no fato de ter envolvido quase todos os Estados gregos, além de ter registrado um número sem precedentes de homens em armas e um elevado consumo de recursos materiais. O poder naval foi fundamental, num teatro de operações onde tal se justificava, pois desenrolou-se entre a Ásia Menor e a Sicília. Anteriormente, as guerras tinham um caráter estival, de curta duração, com alguns rencontros de infantaria (hoplitas) e poucos combatentes, sem grandes estratégias e investimentos logísticos, com um carácter simples e com o seu fim a depender de cadências pela fome ou fuga de uma facção. A Guerra do Peloponeso foi diferente: grandes blocos de Estados, várias áreas de combate, com estratégia definida e dependendo da ação de Esparta ou Atenas - uma, potência terrestre; a outra, naval e detentora de um império financeiro e comercial. |
Referência Bibliográfica:
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Em segundo lugar, o prestÍgio sempre crescente do Império Ateniense que constituia para muitas cidades gregas e principalmente para Esparta uma possibilidade ainda que remota de uma futura unificação da Grécia sob a égide de Atenas. O imperialismo continental lacedemônico sente-se, ao mesmo tempo, invejoso e temeroso do progresso do imperialismo marítimo Ateniense. 
Esparta invadiu a Ática com seus aliados em 431 a.e.c. Péricles, avaliando corretamente a superioridade do exército terrestre de Esparta, convenceu os atenienses a refugiar a população do território da polis ateniense dentro das longas muralhas que ligavam Atenas a seu porto, o Pireu, e a evitar uma batalha em terra com o superior exército espartano. Atenas confiava em sua frota de trirremes para invadir o Peloponeso e proteger seu império e suas rotas comerciais, mas foi gravemente surpreendida pela deflagração de uma epidemia - conhecida como "Peste do Egito" - em 430 a.e.c
A trégua, que deveria se prolongar durante cinqüenta anos, durou somente seis. Alcibíades liderou um movimento de oposição a Esparta no Peloponeso; suas esperanças esvaneceram-se com a vitória de Esparta em Mantinéia, em 418 a.e.c
Esparta enviou então um poderoso exército para a Sicília, o que resultou num completo desastre para Atenas. A frota e o exército atenienses foram desbaratados pelas forças espartanas diante de Siracusa. Dá-se aí o ponto de viragem da Guerra do Peloponeso, apesar da derrota ter acontecido por um triz, mercê de uma chefia fraca aquando da invasão da Sicília, traduzindo o claro declínio político e militar surgido com a morte de Péricles. Os historiadores vêem no desaparecimento deste a razão do desastre ateniense, gorando-se a união da Hélade em torno de Atenas.







