Civilização Grega - História da Civilização

Períodos de Formação da Civilização

Linha do Tempo no Período Clássico

Revolta das Cidades Gregas 1ª Guerra Médica 2ª Guerra Médica Hegemonia Ateniense A Guerra do Peloponeso Hegemonia Espartana
499-496 a.e.c.
490 a.e.c.
480 a.e.c.
478 a.e.c.
Revolta das cidades Gregas da Jônia contra os Persas 1ª Guerra Médica 2ª Guerra Médica A Hegemonia de Atenas e a Formação da Liga de Delos
431-404 a.e.c. 404-371 a.e.c.
A Guerra do Peloponeso A Hegemonia de Esparta

 

 

Introdução

Em 490 a.e.c., após cüidadosos preparativos, uma nova expedição, comandada por Dátis e Artafernes e levando o antigo tirano Hípias como conselheiro, parte para Eubéia e Atica atacando, de passagem, a ilha de Naxos. Erétria é tomada e destruída e os persas desembarcam vitoriosos na planicie de Maratona. A conselho de Milciades, os atenienses resolvem tomar a ofensiva. Dez mil cidadãos de Atenas auxiliados por mil soldados de Platéias (Esparta recusara enviar suas tropas antes da lua cheia) infligem aos persas uma retumbante derrota. A tentativa de Dátis e Artafernes de desembarcar tropas para atacar Atenas desguarnecida fracassou diante da atitude decidida dos herôis de Maratona que, em marchas forçadas, foram defender a cidade.

Topo ▲-----------------------------------------------------

 
Punição aos gregos

Campanhas de Dário, 492 - 490 a.e.c.Em julho de 490 a.e.c., o rei Dario mandou dois de seus melhores generais, Dátis e Artafernes, numa missão destinada a punir Atenas e Eretria por terem tido a petulância de ajudar as cidades rebeldes da Grécia asiática. A jornada inicial foi um passeio: os persas aterrorizaram várias ilhas do mar Egeu e tomaram Eretria depois de um rápido cerco.

Na hora de avançar para Atenas, porem, a coisa não era tão simples. A cidade podia reunir ate 10 mil hoplitas, os soldados de infantaria pesadamente armados que eram o coração de todo Exército helénico naquela época. Os persas eram superiores em número — algo entre 20 mil e 30 mil homens. Mas nenhum dos generais do Grande Rei estava interessado em correr riscos. Um possível atalho para a vitória era o ex-tirano ateniense Hípias, que tentava negociar uma rendição secreta — a qual, claro, recooocaria o poder em suas mãos. Mesmo os atenienses leais tinham dúvidas sobre como organizar a resistência.

Para a sorte desse segundo grupo, o general Milcíades estava do lado deles. Ele tinha sido tirano das co!ônias gregas no mar Negro e conhecia o jeito persa de guerrear. Milciades convenceu o governo de Atenas de que era preciso ir ao encontro do inimigo. Assim, ele e os outros nove generais de Atenas, a frente de seus guerreiros, desceram caminho ingreme rumo a planicie de Mararona, entre as montanhas e o mar, Ali, eles receberam o reforço inesperado de 600 soldados de Plataia, uma pequena cidade aliada de Atenas. E teve início uma longa espera — atenienses que temiam atacar por não terem cavalaria ou arqueiros consigo, persas que esperavam a ajuda dos amigos de Hípias para tomar Atenas de vez.

Topo ▲-----------------------------------------------------

 
Batalha de Maratona

Fuga do exército persa após derrota em maratona - Gravura da Revista Aventuras na História Grandes Guerras - Mar 2007

Tudo indica que Dátis e Artafernes resolveram agir primeiro — eles embarcaram a maior parte de seus cavaleiros, à espera de um sinai dos traidores, os quais abririam os portões de Atenas para eles sem luta. Mas os persas cometeram o erro fatal de usar gregos da Asia em seu exército. Alguns deles se esgueiraram ate o acampamento ateniense de madrugada, avisando os compatriotas do que tinha acontecido. Era agora ou nunca: Milciades e companhia tinham de atacar.

Quando o dia raiou, a ponta sul da planície estava tomada pelos atenienses. Com suas couraças, grandes escudos e capacetes de bronze, as lanças de freixo nas mâos, eles avançaram. No ultimo estágio, mesmo com esse peso de 30 quilos nas costas, as fileiras gregas puseram-se a correr, deixando os persas com a impressão de que tinham enlouquecido.

Batalha de Maratona 490 a.e.c.Milciades, porém, não era doido. Essa corrida impediu que os arqueiros persas causassem muito estrago e no combate corpo a corpo, os homens de Dario, usando escudos de vime, lanças curtas
e nenhuma armadura, não eram páreo para os gregos. A vantagem numérica tinha sido neutraiizada: Milcíades tinha distribuido seus guerreiros de tal modo que, mesmo com menos homens, eles tinham uma iinha de frente com a mesma largura da dos persas, que não tinham como contorná-los (formações dos exércitos). Mais de 6 mil persas morreram, e o restante Logo perseguido aos até os navios. Nesse momento, no alto de uma montanha, um escudo polido refietiu a luz solar: era o sinai dos traidores em Atenas.

A cavalaria de Artafernes, enfim, zarpou para a cidade. Os hoplitas atenienses correram de volta para casa com tamanha gana que, quando Artafernes ancorou, deu de cara com os mesmos guerreiros viroriosos em Maratona. Os traidores, na ultima hora, tinham desistido: as portas de Atenas continuavam trancadas. Dátis e Artafernes não tiveram remedio senão levantar âncora e retornar, já antecipando a fúria de Dario.

Topo ▲-----------------------------------------------------

 
Formações dos exércitos

Em iferioridade numérica, os atenienses precisavam igular sua frente de batalha com a dos persas. Por isso, colocaram mais fileiras nas alas (por volta de 12), enquanto o centro contava com 4. O padrão eram oito fileiras

Os persas costumavam colocar seus melhores homens no centro. Assim, enquanto as alas gregas venceram, os persas avançaram no meio da linha de batalha, empurrando os atenienses para o interior.

As Alas atenienses vitoriosas deram meia-volta, uniram-se e voltaram-se contra o centro persa, auxiliados pelos sobreviventes de seu centro. Resultado: 200 gregos morreram, ante mais de 6 mil persas.

 

Referência Bibliográfica:

  1. GIORDANI, Mario Curtis. Historia da Grécia, Petrópolis-RJ, Ed. Vozes, 2000;
  2. MORKOT Robert, Historical Atlas of Ancient Greece, London, Penguin Group, 1996;
  3. Revista Aventuras na Historia, Grandes Guerras, Ed 16 Março 2007.
Guerras
Artigos
Cidades-Estado
512-490 Invasão da Trácia
Campanhas de Dario, 492-490 a.e.c
Batalha de Maratona 490 a.e.c.
Campanhas de Xerxes, 480 a.e.c.
Batalha de Salamina, 480 a.e.c.
O Império Ateniense
Guerra do Peloponeso
Alianças
Cerco da Cidade de Siracula, Sicília
2ª Liga Ateniense
Todos os Mapas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sobre o Autor | Mapa do Site | Publique seu Artigo | Contato | ©2007 Templo de Apolo - Por Odsson Ferreira
"Nas asas do amor a alma anseia em voar de volta para casa, para o mundo das ideias. Ela quer se libertar da prisão do corpo..." Platão