Períodos de Formação da Civilização 

![]()

Linha do Tempo no Período Clássico 
| 499-496 a.e.c. | 490 a.e.c. |
480 a.e.c. |
478 a.e.c. |
| Revolta das cidades Gregas da Jônia contra os Persas | 1ª Guerra Médica | 2ª Guerra Médica | A Hegemonia de Atenas e a Formação da Liga de Delos |
| 431-404 a.e.c. | 404-371 a.e.c. | ||
| A Guerra do Peloponeso | A Hegemonia de Esparta | ||
![]()
| Introdução |
Não foi um bom começo, e mostrou ser o prelúdio de coisas piores que viriam pela frente. O rei persa Ciro tinha acabado de estender seu poder a Asia Menor (atual Turquia) no ano 546 a.e.c. e estava recebendo uma embaixada vinda de Esparta. Os espartanos advertiram que não tolerariam que Ciro causasse mal as cidades gregas da região. A resposta do rei da Persia não poderia ser mais arrogante e hostil: “Eu nunca tive medo de homens que possuem um local de reunião no centro de suas cidades onde fazem juramentos falsos e enganam uns aos outros”. Nesse sentido, o confronto entre os dois povos pode ter sido mesmo inevitável. Mas ele não teria acontecido se não fosse pela expansão fenomenal dos persas pelas terras do Oriente Próximo ao longo da segunda metade do século 6 a.e.c. A construção desse império, o maior que o mundo tinha visto ate aquele momento, tornou-se possivel graças ao gênio militar de Ciro e ao fato de que as antigas grandes potências da região estavam enfraquecidas pelo conflito que travavam umas com as outras. |
▲Topo ▲----------------------------------------------------- |
| O Rei Vassalo |
Depois, numa série de campanhasrelâmpago que transforrnou os persas na máquina militar mais temida do mundo, Ciro arrancou a Asia Menor das mãos de Creso, rei da Lídia, e tornou-se senhor das cidades gregas do litoral asiático (ali, ele foi pioneiro no uso de máquinas de cerco, que tornaram completarnente inúteis as muralhas dos gregos). Mais importante ainda ele tornou a antiga e rica Babilônia, junto com o resto da Mesopotâmia (atual Iraque). Seu filho Cambises ampliou ainda mais o império, conquistando o Egito defendido por mercenários gregos e tropas nativas a ilh ade Chipre e a Fenícia. Ate então, apesar da retórica inflamada de Ciro, a série de conquistas não tinha sido exatamente ruim para os gregos da Asia. Afinal, os persas eram governantes conscienciosos, que apoiavam, por exemplo, o desenvolvimento agrícola. Seu domínio trouxe estabilidade, lei e ordem assim como a possibilidade de Tranquilamente fazer comércio com as vastas regiões do império a leste. Isso começou a mudar em 521 a.e.c., quando Dario, parente distante da familia real, tornou-se o novo senhor dos persas após a morte de Cambises. Apelidado de “rei mascate” por causa de sua paixão pelo dinheiro vivo, Dario padronizou o sistema de tributos do império, de maneira a canalizar o fluxo de metal precioso de seus domínios para suas mãos. ▲Topo ▲----------------------------------------------------- |
| Invasão da Trácia |
Pacificada a Grécia da Asia, Mardônio, genro de Dario, chefiou uma expedicão terrestre e marítima para restabelecer a autoridade do rei dos reis na Trácia e na Macedônia e provavelmente castigar Atenas e Erétria pelo socorro prestado aos jônios revoltados. O exército persa, depois de atravessar o Helesponto, a Trácia e a Macedonia, sofre grandes perdas. A esquadra é, em parte, destruída ao dobrar o cabo do monte Atos. Esses dois desastres forçam Mardônio a retirada em 492 a.e.c. Dario também estava de olho nas terras de Europa, em especial as que ficavam na região do mar Negro, muito férteis e ricas em trigo. As ilhas gregas, antes livres do domínio persa, começaram a cair nas mãos de Dario, a começar pela grande e poderosa Samos.
▲Topo ▲----------------------------------------------------- |
| A Revolta das Cidades Gregas da Jônia |
Esses motivos de conflito finalmente explodiram em rebeliao em 499 a.e.c. Liderados pela poderosa cidade de Mileto, os gregos da Asia expulsaram os tiranos que tinham o apoio dos persas e declararam-se uma confederação independente, passando até a cunhar sua própria moeda. Eles pediram ajuda a seus compatriotas europeus, mas só Atenas e Eretria concordaram em fornecer navios e soldados. As forças helênicas conseguiram tomar Sardis, a capital dos persas na Asia Menor, mas foram levadas a retirar-se da cidade, sofrendo várias derrotas em seguida. Mesmo assim, no mar (onde os persas, um povo montanhês, nunca se sentiram muito a vontade), os gregos da Asia continuaram a resistir. Em 494 a.e.c. a frota helênica, com mais de 350 navios preparou-se para um confronto decisivo contra os almirantes de Dario perto de Mileto. O suborno e a traição, porém, resolveram o que a força não tinha conseguido concluir: Os navios gregos de Samos e Lesbos, as duas principais ilhas da costa asiática, abandonaram a briga e fugiram. Milhares de gregos foram mortos ou vendidos como escravos e suas cidades, arrasadas. Dario agora tinha a desculpa ideal para punir Atenas pela ajuda aos rebeldes. De quebra, sua corte abrigava Hipias, ex-tirano ateniense disposto a tudo para recuperar seu antigo posto. O Grande Rei mandou seus mensageiros para exigir que Atenas lhe entregasse terra e água marcas simbólicas de submissão. Os atenienses jogaram os rautos num precipício, sugerindo que fossem buscar terra e água Iá embaixo. O confronto era uma questao de tempo. |
Referência Bibliográfica:
|
|
|
|
![]() |
|
![]() |
|
![]() |
|
![]() |
|
![]() |
|
![]() |
|
![]() |
|
![]() |
|
![]() |
|
![]() |
|
![]() |
|

Ciro começou sua carreira como um simples rei vassalo, ele e toda a nação persa estavam sob o domínio dos medos, um povo vizinho e de cultura semelhante. Ciro, no entanto, parece ter sido tão bom politico quanto guerreiro: ele conquistou a aliança de um dos principais nobres medos, chamado Hárpago, e liderou uma revolta vitoriosa que o tornou governante de quase todo o território correspondente ao atual Irã.
Após sua fracassada expedição contra os Citas, Dario deu a seu general Magabiso a missão de fortalecer o domínio persa na Europa. A Trâcia e a Macedonia foram submetidas em 511 a.e.c. A revolta da Jônia forçara a retirada das tropas persas, o que equivalia a uma libertação dessas regiões.









