Civilização Grega - História da Civilização

Períodos de Formação da Civilização

Linha do Tempo no Período Clássico

Revolta das Cidades Gregas 1ª Guerra Médica 2ª Guerra Médica Hegemonia Ateniense A Guerra do Peloponeso Hegemonia Espartana
499-496 a.e.c.
490 a.e.c.
480 a.e.c.
478 a.e.c.
Revolta das cidades Gregas da Jônia contra os Persas 1ª Guerra Médica 2ª Guerra Médica A Hegemonia de Atenas e a Formação da Liga de Delos
431-404 a.e.c. 404-371 a.e.c.
A Guerra do Peloponeso A Hegemonia de Esparta

 

 

Introdução

Não foi um bom começo, e mostrou ser o prelúdio de coisas piores que viriam pela frente. O rei persa Ciro tinha acabado de estender seu poder a Asia Menor (atual Turquia) no ano 546 a.e.c. e estava recebendo uma embaixada vinda de Esparta. Os espartanos advertiram que não tolerariam que Ciro causasse mal as cidades gregas da região.

A resposta do rei da Persia não poderia ser mais arrogante e hostil: “Eu nunca tive medo de homens que possuem um local de reunião no centro de suas cidades onde fazem juramentos falsos e enganam uns aos outros”.

Cidades-EstadoPode ate ser que a frase tenha sido inventada pelo historiador grego Herodoto, e jamais dita por Ciro. Mas, para muita gente, ela resume perfeitarnente o conflito que se desenhou desde o começo
entre os dois povos. O rei persa estava se referindo a ágora, a praça do mercado das cidades gregas que também servia como local de debate politico. “A Persia ainda era uma sociedade basicamente feudal, coisa que a Grécia não era havia séculos, graças a seu desenvolvimento cornercial”, diz o historiador americano Peter Green, da Universidade do Texas. “E Ciro desprezava não só a paixão dos
gregos pelo comércio, como também a livre troca de opiniões que a acompanhava”, afirma Green.

Nesse sentido, o confronto entre os dois povos pode ter sido mesmo inevitável. Mas ele não teria acontecido se não fosse pela expansão fenomenal dos persas pelas terras do Oriente Próximo ao longo da segunda metade do século 6 a.e.c. A construção desse império, o maior que o mundo tinha visto ate aquele momento, tornou-se possivel graças ao gênio militar de Ciro e ao fato de que as antigas grandes potências da região estavam enfraquecidas pelo conflito que travavam umas com as outras.

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O Rei Vassalo

Ciro, o Grande ReiCiro começou sua carreira como um simples rei vassalo, ele e toda a nação persa estavam sob o domínio dos medos, um povo vizinho e de cultura semelhante. Ciro, no entanto, parece ter sido tão bom politico quanto guerreiro: ele conquistou a aliança de um dos principais nobres medos, chamado Hárpago, e liderou uma revolta vitoriosa que o tornou governante de quase todo o território correspondente ao atual Irã.

Depois, numa série de campanhas­relâmpago que transforrnou os persas na máquina militar mais temida do mundo, Ciro arrancou a Asia Menor das mãos de Creso, rei da Lídia, e tornou-se senhor das cidades gregas do litoral asiático (ali, ele foi pioneiro no uso de máquinas de cerco, que tornaram completarnente inúteis as muralhas dos gregos). Mais importante ainda ele tornou a antiga e rica Babilônia, junto com o resto da Mesopotâmia (atual Iraque). Seu filho Cambises ampliou ainda mais o império, conquistando o Egito defendido por mercenários gregos e tropas nativas a ilh ade Chipre e a Fenícia.

Ate então, apesar da retórica inflamada de Ciro, a série de conquistas não tinha sido exatamente ruim para os gregos da Asia. Afinal, os persas eram governantes conscienciosos, que apoiavam, por exemplo, o desenvolvimento agrícola. Seu domínio trouxe estabilidade, lei e ordem assim como a possibilidade de Tranquilamente fazer comércio com as vastas regiões do império a leste.

Isso começou a mudar em 521 a.e.c., quando Dario, parente distante da familia real, tornou-se o novo senhor dos persas após a morte de Cambises. Apelidado de “rei mascate” por causa de sua paixão pelo dinheiro vivo, Dario padronizou o sistema de tributos do império, de maneira a canalizar o fluxo de metal precioso de seus domínios para suas mãos.

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Invasão da Trácia

Dario combatendo na EuropaApós sua fracassada expedição contra os Citas, Dario deu a seu general Magabiso a missão de fortalecer o domínio persa na Europa. A Trâcia e a Macedonia foram submetidas em 511 a.e.c. A revolta da Jônia forçara a retirada das tropas persas, o que equivalia a uma libertação dessas regiões.

Pacificada a Grécia da Asia, Mardônio, genro de Dario, chefiou uma expedicão terrestre e marítima para restabelecer a autoridade do rei dos reis na Trácia e na Macedônia e provavelmente castigar Atenas e Erétria pelo socorro prestado aos jônios revoltados. O    exército persa, depois de atravessar o Helesponto, a Trácia e a Macedonia, sofre grandes perdas. A esquadra é, em parte, destruída ao dobrar o cabo do monte Atos. Esses dois desastres forçam Mardônio a retirada em 492 a.e.c.

Dario também estava de olho nas terras de Europa, em especial as que ficavam na região do mar Negro, muito férteis e ricas em trigo. As ilhas gregas, antes livres do domínio persa, começaram a cair nas mãos de Dario, a começar pela grande e poderosa Samos.

512-490 Invasão da TráciaO Grande Rei (título dado aos soberanos persas) em pessoa comandou uma expedição a Europa em 512 a.e.c., invadindo a atual Ucrânia com a ajuda de seus súditos gregos da Asia. Todo esse processo deixou as cidades­Estado da Grécia européia com medo de ser as próximas vítimas de Dario, e sob pressão financeira também, uma vez que as terras recém­conquistadas pelos persas eram fornecedoras cruciais de trigo. Por sua vez, os gregos da Asia sofriam com o peso dos impostos e a restrição que a falta de metal precioso trazia para o comércio. Para completar a insatisfação, os persas muitas vezes apoiavam ditadores, os tiranos (o que não indica que esses governantes eram necessariamente violentos, como se pensaria hoje), enquanto muitas cidades queriam governos mais democraticos.

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A Revolta das Cidades Gregas da Jônia

Esses motivos de conflito finalmente explodiram em rebeliao em 499 a.e.c. Liderados pela poderosa cidade de Mileto, os gregos da Asia expulsaram os tiranos que tinham o apoio dos persas e declararam-se uma confederação independente, passando até a cunhar sua própria moeda. Eles pediram ajuda a seus compatriotas europeus, mas só Atenas e Eretria concordaram em fornecer navios e soldados. As forças helênicas conseguiram tomar Sardis, a capital dos persas na Asia Menor, mas foram levadas a retirar-se da cidade, sofrendo várias derrotas em seguida.

Mesmo assim, no mar (onde os persas, um povo montanhês, nunca se sentiram muito a vontade), os gregos da Asia continuaram a resistir. Em 494 a.e.c. a frota helênica, com mais de 350 navios preparou-se para um confronto decisivo contra os almirantes de Dario perto de Mileto. O suborno e a traição, porém, resolveram o que a força não tinha conseguido concluir: Os navios gregos de Samos e Lesbos, as duas principais ilhas da costa asiática, abandonaram a briga e fugiram. Milhares de gregos foram mortos ou vendidos como escravos e suas cidades, arrasadas.

Dario agora tinha a desculpa ideal para punir Atenas pela ajuda aos rebeldes. De quebra, sua corte abrigava Hipias, ex-tirano ateniense disposto a tudo para recuperar seu antigo posto. O Grande Rei mandou seus mensageiros para exigir que Atenas lhe entregasse terra e água marcas simbólicas de submissão. Os atenienses jogaram os rautos num precipício, sugerindo que fossem buscar terra e água Iá embaixo. O confronto era uma questao de tempo.

 

Referência Bibliográfica:

  1. GIORDANI, Mario Curtis. Historia da Grécia, Petrópolis-RJ, Ed. Vozes, 2000;
  2. MORKOT Robert, Historical Atlas of Ancient Greece, London, Penguin Group, 1996;
  3. Revista Aventuras na Historia, Grandes Guerras, Ed 16 Março 2007.
Guerras
Artigos
Expansão Persa
512-490 Invasão da Trácia
Campanhas de Dario, 492-490 a.e.c
Batalha de Maratona 490 a.e.c.
Campanhas de Xerxes, 480 a.e.c.
Batalha de Salamina, 480 a.e.c.
O Império Ateniense
Guerra do Peloponeso
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Cerco da Cidade de Siracula, Sicília
2ª Liga Ateniense
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