Civilização Grega - História da Civilização

Períodos de Formação da Civilização

Linha do Tempo na Era do Bronze

Civilização Minoana na Ilha de Creta A Invasão dos Jônios Invasão de Aqueus e Eólios Apogeu e decadênciada Civilização Micênica A Guerra de Tróia, histórica
3000 a.e.c.
2600-1950 a.e.c
1600-1580 a.e.c
1600-1100 a.e.c
1200 a.e.c.
Civilização Minoana na Ilha de Creta Invasão dos Jônios Invasão dos Aqueus e Eólios Civilização Micênica na Hélade A Guerra de Tróia

 

Os Jônios

Ao apagar das luzes do Bronze Antigo ou Heládico Antigo, por volta de ~ 2600-1950, os primeiros gregos, os Jônios, atingiram a Hélade, através dos Balcãs, e ocuparam violentamente a Grécia inteira, levando de vencida os anatólios, que foram, ao que tudo indica, escravizados. Guerreiros e corn sólida organização social do tipo militar, obedeciam em tudo a seus chefes. Instalavam-se em palácios em acrópole, fortificados com grandes muralhas, portas de entrada estreita, reforçada com torres, como se pôde observar nas escavações efetuadas em Egina, Tirinto e Micenas pré-aquéias.

Não se trata ainda de palácios com o conforto e a beleza de Cnossos, em Creta, nem tampouco das futuras e gigantescas fortalezas aquéias da Grécia continental, mas, mesmo assim, Os palácios jônicos atestam o caráter belicoso desses indo-europeus.

Mercê da forte organizacão social desses primeiros gregos, o povo, ao que parece, “tinha uma vida igualitária”, com a terra dividida em glebas equivalentes entre os vários chefes das famIlias de que se compunha cada uma das quatro tribos em que se dlvidiam os jônios.

Muitos arqueólogos e historiadores opinam que as primeiros indo-europeus gregos, antes de penetrarem na Hélade, teriam passado primeiro pela “civilizada” Asia Menor, o que explicaria sua refinada técnica em cerâmica, a chamada cerâmica mínia, já anteriormente bem conhecida naquela região, inclusive na denominada Tróia VI dos arqueólogos.

Se, em relação ao Bronze Antigo ou Heládico Antigo, ~ 2600-1950, as contribuições jônicas, no que tange a agricultura, foram somenos, o mesmo não se pode afirmar, com referência à cerâmica, com os estilizados vasos mínios, de cor cinza e, em seguida, amarelos, encontrados no Peloponeso e na Beócia.

A metalurgia não conheceu grandes progressos e seguiu o caminho do bronze. Em compensacão surge o cavalo, há longo tempo conhecido dos indo-europeus, e que representa um marco importante para a época.

Em matéria de religião, o primeiro ponto a ser observado é o deslocamento do processo de inumacão, das necrópoles exteriores para dentro dos núcleos urbanos, mas as escassas oferendas encontradas nos túmuIos mostrarn urn enfraquecimento na crença em relacão a imortalidade da alma ou ao menos no que se refere ao intercâmbio entre vivos e mortos. Santuários construídos em acrópole, como o de Egina, evidenciam a implantação da religião patrilinear indo-européia na Grécia, o que explica o desaparecimento quase total das estatuetas e do culto da Grande Mãe nessa época, pelo menos nos núcleos “urbanos”.

Em sinntese, a Hélale dos jônios propriamente submergiu na barbárie e fechou-se ao comércio com o Mediterrâneo. É bem verdade que no Heládico Antigo já se encontram barcos jônicos na ilha de Melos, nas Cíclades e em contato com os cretenses, mas esse intercâmbio é esporádico e nem sempre amistoso. Representa, no entanto, algo importante: a grande batismo dos pastores nômades nas águas de Posídon, embora ainda faltasse muito para que o mar se tornasse o eterno namorado da Hélade.

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