Civilização Grega - História da Civilização

Períodos de Formação da Civilização

Moeda Ateniense Moeda Ateniense

Linha do Tempo no Período Arcáico

Ascensão das Cidades-Estado Gregas - A Pólis 2ª Diáspora Grega Instituído os Jogos Olímpicos Nasce Hesíodo, o criador da Teogonia Nasce Tales de Mileto, o Primeiro Filósofo da História Os Persas Conquistam a Lídia
800 a.e.c.
800 a.e.c.
776 a.e.c.
700 a.e.c.
Ascensão das Cidades-Estado Gregas - A Polis 2ª Diáspora Grega Instituído os Jogos Olímpicos O Poeta Hesíodo, e as mudanças Político-Sociais
624 a.e.c. 546 a.e.c.
Tales de Mileto, o primeiro filósofo da história Os Persas Conquistam a Lídia e as Cidade Gregas da Jônia

 

 

 

Introdução
   
Polícrates e a Ilha de Samos- 6'05"  

O Império Persa que por volta do ano 600 a.e.c. vinha se expandindo consideravelmente, quer por campanhas militares contra povos da asia menor e Egito, quer por alianças e anexações com os Medos. A Lídia sob o comando de Creso invadiu e saqueou a cidade de Pteria de domínio persa, logo após Ciro ter anexado os Medos ao Império. Os persas responderam combatendo os Lídios ainda em Pteria e depois perseguindo Creso e citiando a cidade de Sardes, Capital da lídia.

Após mais essa conquista, os Persas subjuram e conquistaram as Cidades Gregas da Jônia. Impôs pesadas taxas sobre os povos conquistados mas respeitou o desenvolvimento cultural da região que nessa mesma época, se tornaria o berço da Filosofia, com Tales em Mileto.

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Os Persas

Os Persas aparecem na história como um povo muito similar cultural e etnicamente aos Medos. Estes mais conhecidos e frequentemente mencionados nas inscrições de povos vizinhos como os Babilônios. Isto devido ao grande império construído pelos Medos desde 678 a.e.c. 

Os registos sobre o aparecimento do reino dos persas são escassos, mas sabe-se que em 681 a.e.c., Aquemênes reina sobre os persas, e dá o seu nome á primeira linhagem real persa. É a ele que se atribui a organização do primeiro exército persa.

Aquemênes, aproveitando o vácuo deixado pela destruição de reino de Elam pelos exércitos Assírios, começa a expandir o seu reino. Após a sua morte, Teispes, seu filho, conquista Anshan, antiga praça-forte dos elamitas e proclama-se rei de Anshan. Após a morte de Teispes, o reino é dividido em duas partes, o norte para o seu filho Ariaramenes e o sul para o seu filho Ciro. Ariaramenes toma o titulo de Shan-en-Shan (Rei dos Reis), e Ciro intitulou-se Rei de Parsumash. Por acontecimentos que nos são desconhecidos, é Ciro que vai governar uma Pérsia unida. 

Mais tarde as famílias reais medas e persas são unidas pelo casamento de Cambises, filho de Ciro, e de Mandane, filha do rei dos Medos, Astiages. Desta união nasce um filho chamado Kurush, que hoje conhecemos como "Ciro, o Grande".

Ciro II ascende ao trono em 559 a.e.c. E em 550 a.e.c., segundo a crónica babilônica, o seu avô Astiages marcha sobre a Pérsia com o seu exército Medo. Os dois exércitos enfrentam-se na planície de Murghab e após um pequeno combate inicial o exército Medo revolta-se e junta-se ao exército de Ciro II, entregando a este a capital, Ecbatana, e o rei, Astiages. 

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Os lídios

Em Sardes, capital da Lídia, há vestígios de atividade humana desde o Paleolítico (50000 a.e.c.). De acordo com Herodoto, "os filhos de Heracles" fundam uma nova dinastia cerca do ano 1185 a.e.c.

Primeiras moedas cunhadas na HistóriaMais tarde, cerca de 680 a.e.c, Gyges funda a dinastia Memnade. E com a descoberta de depósitos auríferos no rio Pactolus, que desce das montanhas de Tmolus e banha a cidade de Sardes, no seu curso para o mar Egeu, a Lídia torna-se numa terra de grande prosperidade econômica, e reconhecida internacionalmente.

De 645 a.e.c. a 561 a.e.c, sucedem-se os reinados de Ardys, Sadyattes e Alyattes. Este soberanos alargam os domínios da Lídia, vindo a controlar quase totalmente a parte ocidental da Ásia Menor. Em Sardes, é iniciada a construção das muralhas da cidade. E, é também durante este período, que é atribuído aos Lídios a invenção da cunhagem de moeda. 

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A Campanha

Em 585 a.e.c, Ciaxares, rei dos Medos, e Alyattes, rei da Lídia, após uma batalha indecisa, travada em 25 de Maio do ano de 585 a.e.c., dão por terminada a guerra entre a Medos e Lídios que durava há 15 anos. Esta guerra deixa o rio Halis (Kizil Irmak) como fronteira entre os domínios dos Medos e dos Lídios. Ao morrer em 560 a.e.c., aos 57 anos, Alyattes, deixa no trono seu filho Creso. 

Creso ao saber das noticias da conquista da Média por Ciro II, e porque Creso era cunhado de Astiages, começa os preparativos para uma campanha contra o novo Império Persa. Para isso, começa por tentar estabelecer alianças que lhe possam proporcionar contingentes militares aliados para combater a seu lado contra os persas na primavera de 547 a.e.c. Com este objetivo envia embaixadas a Esparta, ao Egipto, e à Babilônia solicitando assistência militar.

Ao mesmo tempo, consulta vários Oráculos para saber se terá sucesso numa campanha contra os Persas. Segundo Hérodoto, a resposta do Oráculo de Delfos terá sido a seguinte: "Quando cruzares o Halys, destruirás um grande império...".

Em Abril de 547 a.e.c., Creso atravessa o Halys com o seu exército e invade a Capadócia, província do Império Persa. Creso vai estabelecer campo junto à cidade de Pteria, que assedia, enquanto as suas tropas saqueiam as redondezas. Pteria é, segundo vários historiadores, a antiga cidade de Hattusha, a velha capital Hitita. E segundo Hérodoto, a cidade com as mais formidáveis defesas na província. Apesar das suas fortes muralhas, Creso consegue conquistar Pteria, a qual saqueia e reduz toda a população à escravatura, tornando-se senhor da província.

Mapa da Lídia e Jônia na Ásia MenorEntretanto Ciro levanta um exército considerável e marcha para tentar levantar o cerco a Pteria. Ao mesmo tempo, envia emissários às cidades Jónicas, incitando-as a revoltarem-se contra Creso. No entanto, estas iniciativas não tiveram êxito.

Ao longo da marcha, Ciro vai reforçando o seu exército com contigentes dos locais por onde passa. Chega tarde para salvar a cidade, mas a tempo de enfrentar o exército Lídio. Por esta altura já se está no Outono de 547 a.e.c, e é na planície junto a Pteria que se dá a primeira batalha da campanha. 

O exército persa assemelha-se bastante ao exército Medo, pois como reino vassalo dos Medos, contigentes persas acompanharam estes em diversas campanhas anteriores. A cavalaria é equipada com: arco e um pequena lança como armas ofensivas, e uma couraça para cobrir o torso e um capacete como armas defensivas. Este armamento não é padronizado, havendo variações quer no tipo de armadura, quer no uso ou não do capacete. Mas o fato de a armadura e capacete não serem visíveis nas esculturas não significa não sejam utilizadas, pois, segundo Hérodoto, os persas usavam a armadura debaixo da roupa e capacetes debaixo das tiaras.

Na arma de cavalaria, existia uma unidade de guarda formada por Ciro, e segundo Xenofonte, inicialmente constituída por companheiros de Ciro, em numero de duzentos. Aquando da conquista do império Medo, outra tropas de cavalaria mais ligeira de reinos vassalos, como a Arménia, passaram a integrar o exército. Estes usavam principalmente o arco, e muito poucos teriam armadura ou capacete.

A infantaria difere um pouco da organização Meda e é constituída maioritariamente por arqueiros e alguns lanceiros. É aceito que a organização da infantaria persa tem a sua origem nas tácticas Elamitas e Assírias, e que é composta por unidades com dez linhas de profundidade, onde os homens da primeira linhas estariam equipados com uma lança e um pavês, e possivelmente uma armadura para o torso. As restantes nove linhas de homens seriam equipadas com arco. De modo a que a primeira linha protegessem os arqueiros que disparavam atrás.

Tal como na cavalaria, existia uma unidade de elite, a que Xenofonte faz referência, e mais tarde conhecida como os "Imortais", que era um corpo de dez mil homens, sendo o nome derivado do fato desse corpo ser sempre constituído por esse número homens, pois sempre que havia baixas estas eram imediatamente repostas. Aparentemente, Ciro após a conquista da Média integra a infantaria Meda na organização persa, não havendo referência a diferenças entre a infantaria Persa e Meda. Para além desta infantaria, tropas de escaramuça equipadas com arco e funda também faziam parte do exército. Os contingentes dos reinos vassalos forneciam infantaria equipada com pequenos escudos, lanças pequenas e javelinas para a escaramuça.

Para além desta tropas, Xenofonte, refere a existência de um corpo de carros falcados ou equipados com foices, em numero de cem. Estes carros de guerra, estariam equipados com quatro cavalos armadurados e um condutor também com armadura e projetando-se dos eixos das rodas, lâminas giravam conforme o carro se deslocava. Uma outra referência de Xenofonte é a torres móveis que puxadas por oito bois, transportavam vinte arqueiros que disparavam por cima da infantaria. A existência destas unidades é questionável, ainda que no caso dos carros falcados a sua existência seja referida, cerca de cem anos após esta campanha, não é certo que já fossem utilizados à data. O caso da torres móveis é ainda menos certo, pois Xenofonte é a única referência à sua existência, e não é testemunha ocular.

O exército Lídio tem a sua força na sua cavalaria, que Heródoto descreve: "Não havia a esse tempo na Ásia gente tão brava e guerreira. Seu modo de combater era a cavalo, com longas lanças, e eram astutos no controle das sua montadas.". Para além da cavalaria, Xenofonte refere a existência de carros de guerra mas sem os descrever, pelo que se pode supor que sejam do tipo normalmente utilizado na região com dois cavalos e dois tripulantes. A estas tropas montadas junta-se a cavalaria ligeira fornecida principalmente pelos contigentes Paflagónios, armada de javelinas para a escaramuça. 

A infantaria é constituída principalmente por homens ligeiramente equipados com escudos pequenos, uma lança pequena, e javalinas, sem qualquer tipo de armadura. Mas é muito provável que por influenciadas pelas cidades gregas da Jónia, Creso tenha começado a treinar e equipar a sua infantaria como os hoplitas gregos, tal como os Cários a sul já o tinham feito. Pelo que é possível que já parte da sua infantaria combate em falange como os hoplitas gregos. Escaramuçadores armados com arcos, fundas e javelinas também faziam parte do exército. Para suplementar as sua forças, Creso recorria a mercenários, com peltastas gregos, ou os já referidos hoplitas Cários, entre outros.

Creso estabeleceu alianças com Esparta, com o Egito e com a Babilónia, mas sabe-se que os espartanos e babilônios não enviaram qualquer contigente militar para auxiliar Creso; a dúvida coloca-se perante a presença ou não de tropas egípcias na batalha de Sardes, como é relatado por Xenofonte. Muito possivelmente é uma confusão com a origem das tropas, pois no pouco tempo que decorre entre o pedido de auxilio de Creso e a Batalha de Sardes, não ira permitir o envio de tal contingente. Muito possivelmente trata-se de infantaria lídia equipada de um modo similar a hoplitas. 

 
A Batalha de Pteria

A ordem de batalha do exército lídio dada por Xenofonte, é a seguinte: 10.000 cavaleiros lídios e 40.000 peltastas e arqueiros lídios; da Frigia, 8.000 cavaleiros e 40.000 lanceiros e peltastas; da Capadócia, 6000 cavaleiros e 30.000 peltastas e arqueiros. Xenofonte refere também: árabes, com 10.000 cavaleiros, 100 carros de guerra e uma imensa hoste de fundibulários; Assírios, 20.000 cavaleiros, 200 carros de guerra e vasta infantaria. É também referido por Xenofonte, que os Cários, Cilícios e Paflagónios não se juntaram à expedição, e que das cidades Jónicas não há certeza que tenham enviado contingentes. Xenofonte, calcula o exército de Creso em 60.000 cavaleiros e 20.0000 infantes.

Para o exército persa, Xenofonte refere a seguinte ordem de batalha: Medos, mais 10.000 cavaleiros, 60.000 peltastas e arqueiros; Persas tanto infantes quantos os Medos (60.000); Arménios, 20.000 cavaleiros e 20.000 infantes. Xenofonte conclui com a referência a que o exército de Ciro teria 1/4 da cavalaria e 1/2 da infantaria do exército de Creso, o que sugere que o persas teriam apenas 1.000 cavaleiros.

Após estas referências de fontes históricas, há que ter o cuidado de extrair delas uma informação mais precisa. E lembrando, que Heródoto atribui ao exército de Xerxes na invasão da Grécia, um total de 1.700.000 homens, e que segundo estudos contemporâneos, o total de homens no exército de Xerxes deveria rondar os 150 mil. A verdade estará longe dos valores indicados pelas fontes históricas. Um número possível para a quantidade de homens nos dois exércitos será de: o exército lídio teria 6.000 cavaleiros e 20.000 infantes, e que o exército persa teria 7.000 cavaleiros e 24.000 infantes. Estes valores têm em conta o comentário de Heródoto, em que Creso justifica o seu insucesso pela inferioridade numérica do seu exército.

As disposições de ambos os exércitos são desconhecidas. E resultado é dado por Heródoto como inconclusivo ao fim do primeiro dia de batalha. Mas é provável que a cavalaria lídia tenha derrotado a cavalaria meda e persa, pois na próxima batalha Ciro não arrisca a sua cavalaria de novo contra a cavalaria lídia, e terá sido efetivamente a superioridade numérica da infantaria de Ciro a salvá-lo da derrota.

No segundo dia os Persas decidem não dar batalha, o que leva Creso a levantar o campo e a retirar para Sardes, pois o período de campanha estava a chegar ao fim com o aproximar do inverno. Isto significa que a batalha deve ter sido travada no final do mês de Setembro, pois, após a retirada Creso envia de Sardes, mensageiros a Esparta, ao Egipto e à Babilónia a pedir que enviem contingentes de tropas e se juntem a ele em Sardes cinco meses após a partida dos mensageiros. Se se considerar que de Pteria a Sardes o exército levaria cerca de um mês a chegar a Sardes, e que o inicio do período de campanha, no fim do mês de Março, então os mensageiros teriam sido enviados no final do mês de Outubro.

 

Batalha de Sardes

Após ter percorrido os mais de 500 Km que o separavam de Sardes, Creso desmobiliza o seu exército, nunca imaginando que Ciro se atrevesse a marchar sobre Sardes antes do período normal de campanha, que começa no final do mês Março. Mas Ciro surpreende-o, após passar o inverno em Pteria avança sobre Sardes antes que Creso tivesse tempo para mobilizar de novo o seu exército, e vai impossibilitar Creso de recrutar de novo mercenários para o seu exército. Esta avançada é efetuada já em 546 a.e.c., antes do final do Inverno. 

O seu avanço terá sido muito rápido para o normal à época. Este movimento rápido do exército persa, é referido tanto por Heródoto, como por Xenofonte. E apesar de surpreendido, Creso decide dar batalha e os exércitos enfrentam-se numa planície a poucos quilômetros a leste de Sardes. O campo de batalha é descrito por Heródoto do seguinte modo: "É uma vasta planura, limpa de árvores, banhada pelo Hyllus e outros pequenos ribeiros que correm para um maior que os restantes, chamado Hermus."

Planície de Hermus, os montes representam Tumbas ReaisA ordem de batalha do exército persa é similar à da batalha de Pteria, mas Xenofonte refere que um terço dos medos não acompanharam Ciro na marcha para Sardes, ficaram para proteger a Média de qualquer outro ataque. Isto reduz o exército de Ciro a cerca de 5.000 cavaleiros e 20.000 infantes. Mas para esta batalha, Ciro preparou um estratagema para derrotar a cavalaria lídia, que consistiu na criação de um corpo de camelaria a partir dos camelos utilizados para o transporte de bagagem, onde montou dois homens em cada camelo. Isto com o objecto de frustar a carga da cavalaria lídia, pois os cavalos têm uma aversão natural ao camelos não suportando a presença nem o cheiro dos mesmos.

A ordem de batalha do exército lídio dada por Xenofonte contabiliza 240.000 homens da Lídia e dos reinos vassalos e mais 120.000 egípcios, cuja presença como já referido coloca muitas reservas, perfazendo um total de 360.000 homens. Mais uma vez é preciso racionalizar os número dados por Xenofonte, e um número na ordem dos 30 a 35 mil homens será mais consentâneo com a verdade.

Para fazer face à ameaça da cavalaria lídia, Ciro vai adoptar a seguinte disposição: o centro avançado e ambas as alas recusadas. Ao centro, o corpo de camelos na frente, seguido da infantaria e torres móveis (se seguirmos Xenofonte). Na ala direita, carros de guerra falcados na frente (ainda se seguirmos Xenofonte), seguidos de metade da cavalaria, e alguma infantaria a apoiar.

Creso por seu lado, adopta a disposição seguinte: ao centro, a cavalaria Lídia na frente e o contingente egípcio em segunda linha (segundo Xenofonte) e nas duas alas o resto do seu exército. 

Ao começo da batalha são os Lídios que tomam a iniciativa avançando sobre a linhas persas. E como a linha do exército de Creso se alongava para além das extremidades da linha do exército de Ciro, este tentou um movimento de envolvimento em ambos os flancos. Com este objetivo parou o avanço do centro e esperou que as alas se colocassem numa posição perpendicular às alas do exército persa, de modo a atacar de três lado ao mesmo tempo. Este movimento da alas lídias obrigou-as a afastarem-se do centro, para executarem a manobra a uma distância de segurança do exército persa, obrigando a partir a linha do exército lídio nas suas junções com o centro. A movimentação das alas em coluna para a nova posição criou, aparentemente, uma certa desorganização nas mesmas o que foi aproveitado pelos persas para avançarem as suas alas contrais as alas lídias, lançando os seus carros de guerra falcados contra a frente das alas e a sua cavalaria contra o flanco das mesmas.

Formação dos ExércitosDesorganizadas e atacadas de flanco, ambas as alas do exército lídio foram esmagadas tendo os homens fugido para a retaguarda perseguidos pelos persas vitoriosos. Ao mesmo tempo, o centro persa avançou sobre o centro lídio, e tal como Ciro tinha previsto, os cavalos da cavalaria lídia recusaram-se a carregar sobre os camelos persas. Perante este cenário, a cavalaria lídia desmontou e enfrentou a infantaria persa a pé, obrigando a infantaria persa a recuar até às suas torres móveis. Mas, Ciro, parando a perseguição da sua ala, a direita, dirige as suas tropas contra a retaguarda do centro inimigo, obrigando os lídios a formar em circulo, conseguindo conter o avanço dos lídios. Entretanto a ala esquerda, regressada da perseguição, também entra na refrega. O combate foi longo mas a vitória não escapou a Ciro. Quanto a Creso, este consegue salvar parte das suas forças da batalha e refugia-se atrás das muralhas de Sardes. 

Ao amanhecer do dia seguinte à batalha, Ciro avança com o seu exército até às muralhas de Sardes dando inicio aos preparativos para um assalto à cidade. Ao mesmo tempo Ciro volta a enviar mensageiros ao seus aliados, para enviarem os contingentes o mais rápido possível, pois ele encontrava-se já cercado pelos persas em Sardes. Ao décimo quarto dia um assalto às muralhas foi tentado mas sem êxito. Mas na noite seguinte através de um ponto fraco nas muralhas um pequeno grupo de persas conseguiram penetrar as muralhas da cidadela de Sardes e ocupá-la. Ao saberem da ocupação da cidadela pelos persas, os defensores lídios abandonaram as muralhas permitindo assim a entrada do exército persa na cidade.

Note-se que à uma similitude entre os 14 dias de resistência da cidade de Sardes e os 14 anos de reinado de Creso, o que significa que com muita probabilidade, a duração do cerco terá sido outra. Mas se foi mais longo ou mais curto não é possível precisar

No dia seguinte, Ciro entra em Sardes e manda parar o saque a que se dedicavam os homens do exército persa. Creso é feito prisioneiro e passa a conselheiro de Ciro. Ciro regressa à Pérsia, deixando o exército sob o comando dos seus generais, com ordens para submeter todos os reinos e território anteriormente vassalos do rei da Lídia. 

As palavras do oráculo realizaram-se: Creso ao atravessar o Halis destruiu um império, o seu! 

 
 

Referência Bibliográfica:

  1. The Histories. Herodotus. Translated by Aubrey de Selincourt. Penguin Books, London 1954;
  2. Cyropaedia. Xenophon. Translated by H.G. Dakyns. Everyman's Library, London 1992;
  3. The Persian Army 550-330 BC . Nick Sekunda. Osprey Publishing Ltd. London. 1992.

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