Civilização Grega - História da Civilização

Períodos de Formação da Civilização

Moeda Ateniense Moeda Ateniense

Linha do Tempo no Período Arcáico

Ascensão das Cidades-Estado Gregas - A Pólis 2ª Diáspora Grega Instituído os Jogos Olímpicos Nasce Hesíodo, o criador da Teogonia Nasce Tales de Mileto, o Primeiro Filósofo da História Os Persas Conquistam a Lídia
800 a.e.c.
800 a.e.c.
776 a.e.c.
700 a.e.c.
Ascensão das Cidades-Estado Gregas - A Polis 2ª Diáspora Grega Instituído os Jogos Olímpicos O Poeta Hesíodo, e as mudanças Político-Sociais
624 a.e.c. 546 a.e.c.
Tales de Mileto, o primeiro filósofo da história Os Persas Conquistam a Lídia e as Cidade Gregas da Jônia

 

 

 

Cronologia de Fundação de Algumas Cidades

775 - 760 a.e.c.
750 a.e.c.
735 a.e.c.
730 a.e.c.
Ísquia, (Primeira Colônia Grega conhecida no Ocidente). Naxos. (primeira colônia grega na Sicília); Cumas (Campânia, Itália). Córcira e Siracusa (por Corinto) Mende e Metone (por Erétria)
729 a.e.c. 728 a.e.c. 728 a.e.c. 708 a.e.c.
Catânia e Leontinos (por Naxos) Mégara Hibleia (por Mégara) Síbaris (por Acaia) Crotona (por Acaia)
706 a.e.c. 689 a.e.c. 685 a.e.c. 673 a.e.c.
Tarento (por Esparta) Gela por (Rodes e Creta) Calcedónia (por Mégara) Locros (pela Lócrida)
660 a.e.c. 654 a.e.c. 640 a.e.c. 630 a.e.c.
Bizâncio (por Mégara) Acanto (por Andros), Lâmpsaco (por Foceia) e Abdera (por Clazómenas). Hímera por (Zancle) Cirene (por Tera)
628 a.e.c. 627 a.e.c. 580 a.e.c. 560 a.e.c.
Selinunte (por Mégara Hibleia) Epidamno (por Corinto) Agrigento (por Gela) Alália (por Foceenses)

 

 

 

 

 

 

Introdução

Mapa Migração e Colonização GregaA expansão grega que se processa do século VIII ao VI é, no fundo, uma continuação da tradição expansionista dos próprios aqueus. A proximidade do mar foi sempre, tanto na Grécia Européia como, posteriormente, na Grécia Asiática, um convite para a aventura, para a liberdade, para os empreendimentos arrojados e lucrativos. Tentemos alinhar algumas das principais causas dessa expansão conhecida como "segunda colonização". Entre os fatores politicos determinantes da mesma podernos citar dois de ordem externa (a impossibilidade, na Ásia Menor, de uma progressão para o interior do continente e a decadência da marinha fenícia, concorrente natural dos helenos) e um de ordem interva (dissensões entre concidadãos, guerras civis).

Os fatores sociais e econômicos tiveram influência preponderante e decisiva na colonização. O superpovoamento, de um modo geral, e O aparecimento, em particular, de uma classe de aventureiros, de descontentes, de deserdados polItica e economicamente, contribuíam para criar urn clima propício a busca, em terras distantes, daquilo que o torrão natal negava: nível de vida compatIvel com a dignidade de cidadãos ou, ainda, participação efetiva na vida governamental. A tudo isso podemos acrescentar um fator de ordem técnica: o progresso da arte náutica.

Os emigrantes gregos pertenciam a todas as camadas sociais e procediam das mais diferentes regiões: Qualquer que seja sua origem, todos os que estão fatigados de arrastar sua miséria em sua pátria se voltam, cheios de esperança, para as novas regiões. A maior parte desses emigrantes buscam uma terra para cultivar: De Homero a Platão, seu ideal não variará: uma praia acolhedora, água nas proximidades, indígenas pacíficos, solo fecundo onde semear o trigo, colinas onde plantar a vinha e a oliveira, madeira para o aquecimento e a construção.

Ascensão das Cidades-EstadoOutros emigrantes, entretanto, procuram em terras distantes ganhar a vida quer dedicando-se às transações comerciais (a prática da pirataria tornara-se difIcil), quer alugando sua forca e valentia a soberanos estrangeiros (Psamético no Egito, Giges na Lídia) como mercenários.

Desorganizadas a princIpio, a emigracão e colonização passaram, depois, a ser controladas pela cidade-mãe, a metrópole que percebeu, logo, as vantagens em manter contatos com .seus filhos estabelecidos em longínquas paragens. Entre as colônias e as cidades de origem existiram elos de união imperecíveis: a raça, a língua, os costumes, as leis, a religião em geral e, em especial, o mesmo culto mantido pelo fogo sagrado trazido da metrópole. O afeto que os colonos guardavam pela mãe-pátria reflete-se em diferentes atos como, por exemplo, dando as novas regiões Os mesmos nomes de sua terra de origem ou, ainda, cumulando com honras especiais os cidadãos da metrópole.

Muitas vezes, a colônia e a metrópole tinham suas relações reguladas por uma carta chamada apoiquia que dava a Segunda uma certa supremacia. Para facilitarmos o estudo dessa fase da expansão grega, podemos distinguir Os seguintes grupos de colônias de acordo com a localizaçâo geografica das mesmas:

Colônias Orientais e Setentrionais;
Colônias Ocidentais;
Colônias Meridionais.

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Colônias Orientais e Setentrionais

Os principais pontos de partida de colonos para essas regiões foram Cálcis, Erétria, Mégara, Corinto e as cidades gregas da Asia Menor, especialmente Mileto.

Colonias Orientais

Marinheiros de Câlcis (Eubéia) ocupam a peninsula ocidental da Trácia, que passa a chamar-se peninsula Calcidica. Outros habitantes da Eubéia penetram na Macedônia e fundam Pidna e Metoné. O Helesponto é ocupado pelos gregos da Ásia; os habitailtes de Mileto penetram no Ponto Euxino e estabelecem aí prósperas colônias de exploracão. Citemos alguns exemplos de cidades fundadas e cujos nomes se tornam conhecidos na História:

Megara fundou Calcedônia (680 a.e.c.) no litoral do Bósforo e, alguns anos depois, Bizâncio na margem européia. Mileto, forte concorrente de Mégara, funda Cizico e Abidos (no Helesponto) e uma série de feitorias no litoral do Mar Negro: Apolônia, Odessa, Istros, Tomoi, Olbia, etc... PlInio, o Antigo, atribui a Mileto cerca de noventa colônias.

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Colônias Ocidentais

Colônias Gregas Na ItáliaO clima ameno, a fertilidade do solo, as pastagens a perder de vista, as reservas florestais, e sobretudo a proximidade, atraÍram, desde cedo, os helenos para o litonal da Itália e da Sicilia. Costeando o Epiro e a Acarnânia, os helenos chegaram a ilha de Corcira, a "chave do Ocidente" dai atingiram a ponta de lapigia, as praias da Itália Meridional e a SicIlia.

Calcídicos e enetrienses foram os primeiros a se lançarem para o Ocidente partindo do golfo de Corinto depois de have-lo atingido por terra. Na Itália os calcídicos auxiliaram os ródios a fundar Parténope, cidade essa destruída pelos habitantes de Cumas e substituida, mais tarde (sec. V), por Neápolis (Nápoles). Note-se que Cumas construiu o ponto mais avançado da penetração helênica na Itália, além do qual começava a zona de influência etrusca. A ameaça dos italiotas e as correntes maritimas levaram os calcidicos a SicIlia onde fundaram Naxos.

"Primeiro asilo da raça na grande ilha do Ocidente, O território de Naxos permaneceu sempre revestido, aos olhos dos gregos, de um caráter sagrado" (Glotz, T. I, p. 180). Leontinoi, Catane, Zancle são outros pontos da colonização dos calcídicos na Sicília. Nas pegadas dos calcidicos, os coríntios dirigiram-se para o Ocidente estabelecendo-se principalmente em Corcina (donde expulsaram os eretrienses) e na Sicilia onde fundaram Siracusa. Os megários (vizinhos de Corinto) demandaram também o Ocidente e fundanam na Sicilia a cidade de Mégara Hyblaia situada entre Siracusa e Leontinoi. Rôdios e cretenses, vencendo a resistência dos séculos, estabeleceram na Sicilia Meridional a colônia de Gela cujos habitantes fundariam mais tarde Acragas (Agrigento). Note-se que a colonizaçäo helênica não conseguiu atingir a SicIlia central e ocidental.

Na Itália Meridional os aqueus do Peloponeso fundam SIbaris, Crotona e Metaponto. Emigrantes da Lacônia constroem Taras (Tarento).

No Ocidente distante, enfrentando a concorrência dos fenícios (em plena decadência) e dos cartagineses, os fócios atingern o reino de Tartessos (Cádiz) onde são bem acolhidos. Uma nova expedição fócia funda Messália (Marselha) em pleno território ligúrio.

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Colônias Meridionais

Colônias Gregas no EgitoCretenses e micenianos haviam mantido, outrora, contato com o vale do Nilo. Sob a dinastia saita, que devia o trono do Egito aos mercenários gregos, os helenos conseguiram concessões territoriais no Delta. No reinado de Amásis, floresceu a cidade grega de Neucrátis, que se tornou a residência obrigatória dos helenos que desembarcavam no Egito. Cidade industrial e comercial, era o local de encontro de negociantes egipcios e gregos.

Na Líbia, emigrantes helenos estabeleceram urn reino com a capital em Cirene, oasis grego no deserto africano.

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Consequências

No século VI, encontramos os gregos espalhados por toda a bacia mediterrânea sem, contudo, se afastarem do litoral. Platão e Cicero, diziam que os helenos pareciam ter querido coroar com uma praia grega os países bárbaros: "barbarorum agris quasi attexta quae­dam videtur ora esse Graeciae." (Cicero, de Repüblica II, 4). Veja­mos as consequências desse fato.

Conseqüências politicas. Desenvolveu-se maior espirito de liberdade; velhas instituições e leis tradicionais tiveram que adaptar-se as novas condições. Surgem novas experiências de governo nas colônias.

Observe-se, alias, que as colônias ocidentais desenvolveram-se de modo bastante independente das respectivas metrópoles. "Seu egoísmo as impediu de servir, como deveriam ter servido, a causa do helenismo. Apenas separadas da peninsula por um braço, estiveram na realidade mais separadas por suas idéias, sua maneira de pensar e de agir. Não retribuíram jamais às suas mães gregas os beneficios que das mesmas haviam recebido.

Consequências sociais. Essas conseqüências estão intimamente relacionadas com as anteriores. Com os quadros politicos e, antes deles, os quadros sociais tomam um novo aspecto. O valor do indivíduo numa terra em que se impõe energia, espirito inventivo, audácia, trabalho, sobrepõe-se ao valor da estirpe, ao prestígio da ascendência. A propriedade, em vez de herdada, deverá ser conquistada: as oportunidades são oferecidas em larga escala. Dentro da nova estrutura social desempenha papel relevante a população urbana composta de elementos heterogêneos onde a parte grega era contrabalancada por indígenas.

Consequências econômicas. A possibilidade de aquisicão de propriedade particular melhorou consideravelmente a situação econômica de milhares de emigrantes que, em sua terra de origem, teriam morrido de fome ou teriam procurado a salvação na revolta. Acumularam-se novas fortunas, sobretudo pelo emprego da moeda e com o desenvolvimento da indústria.

Consequências culturais. As novas cidades tornam-se centros criadores e irradiadores de novos aspectos da cultura helênica. As artes recebem novos impulsos. A arquitetura assume novas dirnensões, a literatura revigora-se, a ciência e a filosofia desenvolvem-se.

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Referência Bibliográfica:

  1. GIORDANI, Mario Curtis. Historia da Grécia, Petrópolis-RJ, Ed. Vozes, 2000;
  2. MORKOT Robert, Historical Atlas of Ancient Greece, London, Penguin Group, 1996.
Cidades-Estado
2ª Diáspora Grega
Colônias Gregas na Itália
Colônias no Egito
Ascensão Espartana
Fases de Construção de Atenas
Atica e Atenas em 490 a.e.c.
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